7 caminhos para organizar as finanças com renda variável

Orientações da Barkus incluem calcular ganhos líquidos, prever despesas e avaliar o crédito nos meses de menor receita.

Quem trabalha por corrida, entrega, comissão, venda ou serviço autônomo pode organizar o orçamento a partir de uma estimativa conservadora da renda líquida, segundo orientações da edtech de inclusão financeira Barkus. A empresa reuniu sete cuidados que consideram custos profissionais, oscilações nos ganhos e despesas que continuam vencendo mesmo quando a receita cai.

O primeiro passo é calcular quanto efetivamente sobra após descontar gastos necessários para trabalhar, como combustível, manutenção, taxas, materiais e equipamentos. Com esse valor, a recomendação é planejar o mês com base nos resultados de períodos anteriores, sem depender dos meses de maior faturamento.

Separar gastos e prever imprevistos

De acordo com a Barkus, registrar separadamente despesas pessoais e profissionais ajuda a identificar o dinheiro disponível para as contas da casa e a não usar recursos destinados à atividade. A orientação vale mesmo para quem movimenta os dois tipos de gasto na mesma conta bancária.

A reserva financeira, quando houver possibilidade de formar uma, precisa levar em conta tanto as despesas familiares quanto os imprevistos do trabalho. Um veículo parado ou uma ferramenta danificada, por exemplo, pode interromper a geração de renda enquanto os compromissos domésticos permanecem.

“Quem recebe por trabalho ou serviço precisa entender que o valor que entra não é necessariamente o que está disponível para gastar. É preciso descontar os custos da atividade, organizar as despesas e se preparar para os períodos em que a receita diminui”, afirma Bia Santos, sócia-fundadora e conselheira da Barkus.

Crédito deve caber também nos meses fracos

Antes de contratar empréstimos ou parcelamentos, a Barkus recomenda verificar o Custo Efetivo Total (CET), o valor das prestações e o montante final a pagar. A capacidade de pagamento deve ser considerada também nos meses de menor receita.

Outros cuidados apontados são antecipar gastos previsíveis, como impostos e manutenção, e avaliar contribuições para a Previdência e seguros adequados à atividade, considerando preço, cobertura e exclusões. A revisão semanal ou quinzenal de ganhos, custos profissionais e despesas pessoais pode ajudar a identificar desequilíbrios antes de atrasos, segundo a empresa.

Bia Santos ressalta que a organização financeira não elimina os riscos de quem depende da própria capacidade de trabalhar e que nem sempre há margem para poupar quando a renda cobre apenas as despesas essenciais.

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