Osteoporose pode ser descoberta após fratura; veja fatores de risco

Estudo com dados do SUS apontou alta de 25,8% na incidência de fraturas de quadril em pessoas com 50 anos ou mais entre 2008 e 2022.

A osteoporose reduz a densidade e a resistência dos ossos e pode não apresentar sintomas evidentes nas fases iniciais. Por isso, a condição pode ser identificada somente após uma queda ou um trauma aparentemente simples que provoque fratura.

No Brasil, cerca de 10 milhões de pessoas vivem com osteoporose, segundo informação divulgada pela Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde. Um estudo publicado em 2026 na revista Archives of Osteoporosis, com dados do sistema público de saúde entre 2008 e 2022, identificou aumento de 25,8% na taxa de incidência de fraturas de quadril entre brasileiros a partir de 50 anos. Em 2022, foram registrados 55.643 casos nessa faixa etária.

A pesquisa avaliou fraturas de quadril registradas no sistema público, não o total de pessoas com osteoporose. Portanto, o aumento não significa necessariamente que a prevalência da doença tenha crescido na mesma proporção. O levantamento também identificou desigualdades no acesso à densitometria óssea.

Riscos e diagnóstico da osteoporose

Idade, baixo peso corporal, histórico familiar de fratura de quadril, sedentarismo, tabagismo, consumo excessivo de álcool, deficiência nutricional e algumas doenças podem elevar o risco. Nas mulheres, a redução do estrogênio após a menopausa favorece a perda de massa óssea. O uso prolongado de corticoides e fraturas anteriores por fragilidade também exigem atenção.

O diagnóstico considera a avaliação clínica e, quando indicada, a densitometria óssea, exame que mede a densidade mineral dos ossos, geralmente na coluna lombar e no quadril. Em mulheres após a menopausa e homens com 50 anos ou mais, T-score igual ou inferior a -2,5 é um dos critérios usados para identificar a doença, sempre em conjunto com o histórico clínico e outros fatores individuais.

Cuidados envolvem alimentação, exercícios e prevenção de quedas

De acordo com a Dra. Marcela Reges, professora de Nutrologia da Afya Educação Médica Goiânia, cálcio, proteínas e outros nutrientes participam da manutenção óssea. A necessidade de suplementação de cálcio ou vitamina D deve ser avaliada individualmente, pois esses itens não substituem o tratamento da osteoporose quando ele é necessário.

Exercícios resistidos, atividades com sustentação do peso corporal e, quando apropriado, atividades de impacto podem contribuir para a saúde óssea, força muscular e equilíbrio. Segundo o Dr. Raul Oliveira, professor de Fisioterapia da Afya Centro Universitário Itaperuna, a prescrição deve considerar densidade óssea, fraturas prévias, risco de quedas, mobilidade e condições clínicas. Para pessoas com fraturas vertebrais ou alto risco de novas fraturas, movimentos devem ser adaptados com orientação profissional.

O tratamento pode incluir medicamentos, alimentação equilibrada, adequação da ingestão de cálcio e vitamina D, exercícios individualizados e medidas para reduzir quedas. Boa iluminação em casa, retirada de tapetes soltos e eliminação de obstáculos nos corredores são exemplos dessas medidas.

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