Novembro Azul: 10 cuidados para a saúde do homem
Especialistas apontam atenção a coração, rins, hormônios e sintomas urinários, além da prevenção ao câncer de próstata.
O Novembro Azul pode ser uma oportunidade para ampliar os cuidados com a saúde do homem para além da prevenção ao câncer de próstata. Especialistas em urologia, cardiologia, nefrologia e oncologia destacam que fatores cardiovasculares, doenças renais, alterações hormonais e sintomas urinários também exigem avaliação individualizada.
Segundo os médicos consultados no material, hipertensão, colesterol elevado e doença renal crônica podem evoluir sem manifestações perceptíveis. Já cansaço, redução da libido, perda de força muscular e dificuldades urinárias não devem ser interpretados isoladamente, pois podem ter causas diversas.
O que observar na saúde masculina
O urologista Yasser Omar Dalle afirma que a urologia acompanha aspectos urinários, hormonais, sexuais e reprodutivos, e não apenas a próstata. Para ele, o cuidado não deve começar somente quando há doença ou problemas sexuais.
Sobre testosterona, o urologista Mark Neumaier ressalta que cansaço e queda no rendimento físico não confirmam, por si só, deficiência hormonal. Estresse, privação de sono, obesidade e outras condições clínicas podem provocar sintomas semelhantes; a reposição exige indicação médica e confirmação adequada.
Na área cardiovascular, o cardiologista Carlo Bonasso Filho alerta que hipertensão e colesterol elevado podem permanecer silenciosos por anos. A avaliação de pressão arterial, glicemia e colesterol deve considerar o histórico e as necessidades de cada paciente. A cardiologista Thaís Pinheiro Lima acrescenta que tabagismo e sedentarismo estão entre os fatores que podem aumentar o risco de doenças do coração.
Para homens com diabetes e hipertensão, a nefrologista Renata Asnis destaca a importância de acompanhar a função dos rins e, quando indicado, a presença de albumina na urina. De acordo com ela, a identificação precoce de alterações pode contribuir para retardar a progressão da doença renal.
Sintomas urinários e histórico familiar
Acordar diversas vezes à noite para urinar, ter jato urinário mais fraco ou dificuldade para esvaziar a bexiga são situações que merecem investigação, segundo o urologista Lucas Takikawa. Esses sinais podem estar relacionados ao aumento benigno da próstata ou a outras causas e não indicam automaticamente câncer.
A oncologista e especialista em oncogenética Roberta Galvão defende que o histórico familiar de câncer seja avaliado de forma individualizada. Diagnósticos em idades jovens ou certos padrões de tumores entre parentes podem indicar a necessidade de investigação especializada, sem que exames genéticos sejam feitos indiscriminadamente.
Tratamento da próstata exige decisão individual
Quando há indicação cirúrgica para câncer de próstata, procedimentos minimamente invasivos e assistidos por robô podem ser considerados, mas a escolha depende das características da doença, das condições clínicas e da experiência da equipe, informa o urologista Ivan B. Selegatto.
O urologista Thomas Vallezi Battaglia ressalta que a cirurgia robótica não garante preservação da função erétil nem ausência de incontinência urinária. Segundo ele, o planejamento deve levar em conta a extensão da doença e a segurança oncológica.
O material também reforça que consultas preventivas, investigação de sintomas persistentes e acompanhamento de doenças crônicas não precisam ficar restritos ao mês de novembro.



