Golpes em jogos: 5 sinais de manipulação de crianças
Segundo o Santander, pedidos de segredo, urgência e recompensas podem ser usados para conquistar a confiança de crianças e adolescentes.
Golpes contra crianças e adolescentes podem começar em conversas aparentemente inocentes em jogos virtuais e redes sociais. Segundo alerta divulgado pelo Santander em outubro de 2026, golpistas podem usar amizades, presentes e vantagens em plataformas digitais para conquistar confiança, obter dados pessoais ou chegar aos pais e responsáveis.
De acordo com Leandro Granja, CISO do Santander, compartilhar informações com desconhecidos, manter conversas privadas com adultos ou perfis não verificados, atender a pedidos urgentes sem checagem e enviar fotos ou vídeos sem considerar o uso futuro do material aumentam o risco. O executivo também destaca que pedidos para manter interações em segredo são um sinal importante de atenção.
Como a aproximação pode ocorrer nos jogos
Segundo o banco, criminosos podem entrar em partidas, chats e comunidades para iniciar conversas e oferecer amizade, presentes ou vantagens dentro do jogo. Depois de estabelecer uma relação de confiança, podem buscar informações pessoais ou tentar levar a conversa para outro canal.
O alerta aponta ainda que trocas de itens virtuais, bullying e promessas de recompensas exclusivas podem ser explorados nos games. Nas redes sociais, perfis falsos, conteúdos virais e mensagens privadas podem ser usados para criar intimidade rapidamente.
Na avaliação de Granja, abordagens a crianças tendem a usar personagens, jogos, brindes e pedidos aparentemente inofensivos. Com adolescentes, as estratégias podem explorar pressão de grupo, reputação, relacionamentos virtuais, falsas oportunidades, desafios on-line e tentativas de extorsão.
Cinco sinais de alerta
O Santander lista cinco situações que podem indicar manipulação: pedidos para não contar a ninguém; mensagens com urgência exagerada; promessas de dinheiro, presentes ou itens de jogos em troca de informações, imagens ou ações; mudanças de comportamento, como medo, ansiedade ou isolamento; e insistência para transferir uma conversa iniciada em jogo ou rede social para um aplicativo privado.
O banco afirma que mensagens, imagens, áudios e perfis falsos podem se tornar mais convincentes com recursos de inteligência artificial, inclusive pela imitação de vozes, imagens e estilos de comunicação. Por isso, situações que pareçam urgentes, secretas ou fora do padrão devem ser verificadas com um adulto de confiança.
Diálogo e configurações de privacidade
Como medidas de proteção, o Santander recomenda diálogo contínuo sobre privacidade e educação digital, revisão das configurações das contas, redução da exposição pública e desativação de interações desnecessárias. A orientação também inclui acompanhar quem a criança adiciona e ensinar a bloquear, reportar e encerrar conversas que gerem desconforto.
O Santander Global lançou a plataforma educativa Santander Kids & Teens, em inglês, com conteúdos sobre proteção de dados, segurança de contas e dispositivos, identificação de golpes, compras em jogos, assinaturas e aplicativos de pagamento.



