Como casais podem escolher colchão com conforto para os dois

Peso, posição de dormir e preferência por firmeza influenciam a percepção do mesmo colchão, segundo Jarbas Carneiro.

Casais não precisam ter a mesma preferência de colchão para buscar conforto ao dividir a cama. Peso, altura, biotipo, posição de dormir e a preferência por uma superfície mais firme ou macia podem fazer com que duas pessoas percebam o mesmo produto de formas diferentes, segundo Jarbas Carneiro, diretor da Carneiro Colchões Artesanais.

De acordo com Carneiro, uma pessoa mais pesada exerce maior pressão sobre a superfície e tende a afundar mais nas camadas de conforto, enquanto alguém mais leve pode ter outra percepção. A posição durante o sono também interfere: quem dorme de lado distribui o peso de modo diferente de quem dorme de costas ou de bruços.

Os dois devem experimentar o colchão

Para o especialista, um erro comum é basear a escolha apenas na preferência de um dos parceiros. A orientação é que ambos se deitem no colchão, permaneçam alguns minutos e observem como o corpo se acomoda antes da compra.

Carneiro também destaca que firmeza e sustentação não são a mesma coisa. Segundo ele, um colchão não precisa ser extremamente rígido para sustentar o corpo, e uma superfície mais macia não significa, necessariamente, falta de suporte. A estrutura interna e as camadas de conforto têm funções diferentes e podem combinar acolhimento na superfície com sustentação.

Independência de movimentos pode reduzir incômodos

Para quem se incomoda quando a outra pessoa se mexe ou levanta durante a noite, a independência de movimentos é outro ponto a observar. Sistemas com molas ensacadas individualmente permitem que cada mola responda de maneira mais independente à pressão, o que tende a reduzir a transferência de movimento entre os lados da cama.

Na Carneiro Colchões Artesanais, alguns modelos utilizam 255 molas ensacadas por metro quadrado. Segundo o diretor da empresa, a resposta individual aos pontos de pressão pode ajudar a acomodar corpos com características distintas e diminuir a sensação de movimentação em todo o colchão quando apenas uma pessoa muda de posição.

Quando as preferências são muito diferentes, Carneiro recomenda considerar o conjunto formado pela estrutura interna, pelas camadas de conforto e pelas características físicas de cada pessoa, em vez de procurar apenas um modelo classificado como duro ou macio.

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