31,7% dos adultos nas capitais relatam sintomas de insônia

Vigitel 2025 aponta que 20,2% dormem menos de seis horas por noite; mulheres registram proporção maior de sintomas.

Mais de três em cada dez adultos residentes nas capitais brasileiras relatam ao menos um sintoma de insônia, segundo dados do Vigitel 2025, do Ministério da Saúde. O levantamento indica que 31,7% dos moradores dessas cidades têm algum sintoma, enquanto 20,2% dormem menos de seis horas por noite.

Entre as mulheres, 21,3% afirmaram dormir menos de seis horas, ante 18,9% dos homens. Os sintomas de insônia atingem 36,2% das mulheres e 26,2% dos homens, de acordo com os dados apresentados pela Afya Educação Médica. Entre pessoas com 65 anos ou mais, a prevalência de sono inferior a seis horas chega a 23,1%.

Quando o sono insuficiente merece atenção

Marcelo Andrade Starling, médico e professor de Medicina do Sono na Afya Educação Médica Belo Horizonte, afirma que dormir pouco pode prejudicar atenção, memória, tomada de decisões e equilíbrio emocional. Segundo ele, irritabilidade, dificuldade de concentração, queda no rendimento e maior risco de acidentes também podem estar associados à privação de sono.

O médico explica que, para a maioria dos adultos, dormir habitualmente menos de sete horas merece atenção, especialmente abaixo de seis horas. A recomendação citada pela fonte é de sete a nove horas por noite para a maioria dos adultos.

Acordar sem se sentir descansada, ter sonolência durante o dia, dificuldade de concentração ou problemas recorrentes para adormecer e manter o sono são sinais de alerta mencionados pelo especialista. Ronco alto, pausas na respiração observadas por outra pessoa e despertares com engasgos também devem ser investigados, pois podem indicar apneia do sono.

Estudo analisou compensação de sono no fim de semana

Um estudo apresentado no ESC Congress 2024 acompanhou 90.903 participantes do UK Biobank por 14 anos e investigou a compensação do sono aos fins de semana. Segundo o material, as pessoas que mais compensavam o sono perdido durante a semana apresentaram risco 20% menor de desenvolver doença cardíaca em comparação às que não adotavam essa prática.

Norberto de Sá Neto, cardiologista e professor da Afya Ipatinga, ressalta que a privação de sono e episódios de redução da oxigenação do sangue podem aumentar o risco cardiovascular. Ele acrescenta que obesidade, diabetes, sedentarismo, hipertensão e outras doenças cardiovasculares também devem ser considerados no cuidado.

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