Bebê prematuro precisa sempre ficar na incubadora?
Neonatologista explica que os cuidados variam conforme idade gestacional, peso e condições clínicas de cada recém-nascido.
Nem todo bebê prematuro precisa ficar na incubadora. Segundo a neonatologista Luciana Alla, do Hospital e Maternidade Santa Maria, o uso desse recurso depende das necessidades de cada recém-nascido e de sua capacidade de manter a temperatura corporal estável.
A prematuridade ocorre quando o bebê nasce antes de completar 37 semanas de gestação. Os cuidados necessários variam conforme a idade gestacional, o peso ao nascer e as condições clínicas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 13,4 milhões de bebês nasceram prematuros em 2020, o equivalente a aproximadamente um em cada dez nascimentos no mundo.
Contato com os pais pode ser incentivado
Outro mito é que os pais não podem pegar o bebê no colo durante a internação. Quando as condições clínicas permitem, o contato físico e a proximidade com a família são incentivados pela equipe assistencial, afirma a especialista.
O Método Canguru, que inclui o contato pele a pele, pode favorecer o vínculo, contribuir para a estabilidade do bebê e apoiar o aleitamento materno. A prática, porém, deve respeitar o quadro clínico do recém-nascido e as orientações dos profissionais responsáveis.
Alta não depende apenas do peso
O peso é importante, mas não é o único critério para a alta hospitalar. A equipe também avalia a estabilidade clínica, a capacidade de manter a temperatura corporal, a alimentação segura e suficiente e a ausência de necessidades de suporte que exijam internação.
Quanto menor a idade gestacional, maiores podem ser os desafios, pois órgãos e sistemas ainda estão em desenvolvimento. Alguns bebês podem precisar de suporte respiratório, controle de temperatura, estratégias nutricionais específicas e monitoramento contínuo. A evolução varia de criança para criança.
A amamentação também pode exigir avanços graduais, já que alguns prematuros têm dificuldade para coordenar sucção, deglutição e respiração. Após a alta, o acompanhamento é fundamental para avaliar crescimento e desenvolvimento e, conforme o histórico clínico, pode incluir avaliações de visão, audição, desenvolvimento neurológico e alimentação.



