Dança pode compor a rotina de atividade física após os 60
Geriatra da MedSênior explica que ritmo, intensidade e duração influenciam a prática, que também envolve equilíbrio e convivência.
A dança pode ajudar a compor a rotina de atividade física de pessoas mais velhas, desde que ritmo, intensidade e duração sejam considerados. A prática mobiliza diferentes grupos musculares, exige coordenação motora e pode reunir estímulos cognitivos e convivência social, segundo a geriatra Fernanda Sperandio, da MedSênior.
A Organização Mundial da Saúde (OMS), conforme dados citados pela fonte, recomenda que adultos, incluindo pessoas idosas, façam entre 150 e 300 minutos semanais de atividade física aeróbica moderada, além de exercícios de fortalecimento muscular. Para essa faixa etária, a entidade também destaca atividades que trabalhem equilíbrio e coordenação. A dança pode integrar essa rotina, mas não precisa substituir outras práticas.
Passos e música exigem atenção e memória
Aprender coreografias envolve memorizar sequências, reconhecer mudanças de ritmo e organizar os movimentos conforme a música. Mesmo em modalidades livres, acompanhar um parceiro ou responder aos estímulos sonoros exige diferentes habilidades cognitivas, explica a médica.
A especialista ressalta que dançar isoladamente não previne doenças neurodegenerativas. Segundo ela, a saúde cerebral depende de diversos fatores, como atividade física, sono adequado, alimentação equilibrada, controle de doenças crônicas e manutenção dos vínculos sociais.
Convivência e cuidados para começar
Aulas, bailes e encontros em grupo podem ampliar o círculo social e criar compromissos regulares. Para iniciar, a fonte recomenda escolher um ritmo de que se goste, começar com movimentos simples e períodos curtos e respeitar os limites do corpo.
Dores, tonturas, falta de ar desproporcional ao esforço ou outros sintomas incomuns não devem ser ignorados. Também é indicado preferir locais com espaço suficiente, piso regular e calçados adequados, para evitar situações que aumentem o risco de quedas. A MedSênior informa que sua oficina Dança Sênior prevê adaptações para pessoas com limitações de mobilidade, inclusive com dança sentada em cadeira.



