Movimento em Minas propõe ações para ampliar liderança feminina

Lançado pela AMIF em Belo Horizonte, Florestas por elas defende critérios sem vieses, redes de influência e presença em decisões.

A Associação Mineira da Indústria Florestal (AMIF) lançou o movimento “Florestas por elas”, em evento realizado no dia 28, no auditório da Gerdau, em Belo Horizonte. A iniciativa propõe ações para ampliar a presença de mulheres em posições de liderança, especialmente no setor florestal, e dar visibilidade a trajetórias profissionais.

Segundo material divulgado pela entidade, o debate ocorre em um cenário de desigualdade salarial nos cargos de direção e gerência. Dados do Boletim do DIEESE citados pela AMIF indicam que, em 2025, o salário médio dos homens nessas funções foi de R$ 10.492, enquanto o das mulheres foi de R$ 7.546 — diferença de 28%.

Propostas para o ambiente de trabalho

O movimento defende a mensuração de competências e resultados sem vieses inconscientes de gênero, a preparação de mulheres para postos de maior responsabilidade e o acesso a redes de influência e projetos estratégicos. A proposta também inclui garantir a participação feminina em espaços de decisão, para que a liderança faça parte da cultura das organizações.

Para Adriana Maugeri, presidente-executiva da AMIF, é necessário ampliar a visibilidade de mulheres de diferentes segmentos da economia. Ela afirmou que há mulheres no setor florestal com potencial para ocupar posições de liderança, mas que muitas ainda não se reconhecem nesses lugares.

Trajetórias compartilhadas no encontro

Quatro embaixadoras participaram do evento. A jornalista Helenice Laguardia relatou que, no início de sua carreira, até 2009, era frequentemente a única mulher em eventos, coberturas e entrevistas. Para ela, a consolidação desses espaços exige presença contínua, estudo e ocupação ativa dos locais de fala.

A coronel Jordana Daldegan, primeira mulher a assumir o Comando-Geral do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, afirmou que os concursos da corporação limitavam a 10% as vagas destinadas a mulheres até 2023. De acordo com ela, os certames passaram a ser de ampla concorrência em 2024; atualmente, há três mulheres e três homens no posto de coronel.

A AMIF informou que pretende manter o debate e transformar as reflexões em iniciativas voltadas à equidade de oportunidades e ao acesso de mulheres à liderança.

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