Como projetar uma casa para acompanhar a longevidade
Portas largas, banheiros sem degraus e plantas flexíveis permitem adaptar a moradia a diferentes fases da vida.
Projetar uma casa para diferentes fases da vida envolve prever acessibilidade e flexibilidade desde a obra. Portas e corredores mais largos, banheiros sem degraus e acesso por elevador a todas as áreas são soluções que podem evitar reformas futuras, segundo a incorporadora Tauf Empreendimentos.
O tema ganha relevância com o envelhecimento da população. De acordo com a PNAD Contínua 2025, divulgada pelo IBGE em abril de 2026, pessoas com 60 anos ou mais representam 16,6% da população brasileira, ante 11,3% em 2012. No Sul, essa parcela é de 18,1%. As projeções populacionais do instituto indicam que o grupo poderá chegar a cerca de 37,8% da população em 2070.
As Tábuas de Mortalidade do IBGE, divulgadas em novembro de 2025, apontam expectativa de vida de 76,6 anos no país. Após completar 80 anos, mulheres têm, em média, mais 9,5 anos de vida pela frente; para homens, a média é de 8,3 anos.
Medidas que podem ser previstas na planta
Segundo Matheus Tafner, sócio da Tauf, antecipar alguns recursos durante a construção reduz a necessidade de intervenções posteriores. Entre eles estão paredes de banheiro preparadas para receber barras de apoio, box no nível do piso, pisos antiderrapantes e iluminação voltada à circulação noturna.
A empresa também cita plantas flexíveis, nas quais um cômodo pode se transformar em suíte, escritório ou quarto para cuidador. A proximidade de serviços de saúde, comércio e áreas para caminhada é outro critério considerado pela incorporadora.
Para Leonardo Stollmeier, também sócio da Tauf, o desenho universal busca criar espaços utilizáveis por pessoas de diferentes idades sem aparência de adaptação. Ele afirma que uma porta larga, por exemplo, pode atender tanto à passagem de carrinho de bebê quanto à de cadeira de rodas.



