Uso de GLP-1 pede atenção à qualidade da alimentação
Com menos apetite, proteínas, fibras, vitaminas, minerais e hidratação seguem necessários, segundo nutricionista.
Medicamentos à base de GLP-1 podem reduzir o apetite e aumentar a saciedade, mas comer menos não reduz na mesma proporção a necessidade do organismo por nutrientes. Por isso, durante o tratamento, a qualidade e a variedade da alimentação, além da hidratação, exigem atenção e acompanhamento profissional.
Segundo o nutricionista Pedro Perim, mestre em ciência e especialista em nutrição aplicada ao GLP-1, a redução do volume de alimentos torna mais importante aquilo que permanece no cardápio. “O objetivo não deve ser apenas reduzir a quantidade, mas manter variedade e qualidade nutricional”, afirma.
O especialista cita proteínas, frutas, vegetais e fontes de vitaminas e minerais como componentes que continuam relevantes mesmo quando a fome é menor. A orientação, de acordo com ele, é evitar que a diminuição do apetite resulte em uma alimentação cada vez mais restrita.
Hidratação também merece acompanhamento
A ingestão de líquidos também pode ser afetada por mudanças na rotina alimentar. A água segue essencial para a hidratação, enquanto outras bebidas podem complementar a alimentação dentro de uma rotina variada, segundo a fonte.
O material informa que sucos 100% fruta em embalagem cartonada fornecem nutrientes das frutas usadas na produção, mas não substituem as frutas inteiras, que têm características próprias, especialmente pela presença de fibras. Já a água de coco pode contribuir para a ingestão de líquidos e contém eletrólitos naturalmente presentes no fruto, como potássio.
Perim ressalta que essas opções não substituem água, refeições ou frutas inteiras e devem ser consideradas no conjunto da alimentação e das necessidades individuais.
Sintomas e tolerância variam entre pacientes
Náuseas, vômitos e diarreia estão entre os efeitos gastrointestinais associados aos medicamentos à base de GLP-1 que podem interferir na alimentação e na ingestão de líquidos. Quando os sintomas são persistentes ou intensos, a recomendação da fonte é comunicá-los ao profissional que acompanha o tratamento.
Sensação de estômago cheio, náusea e desconforto também podem reduzir a tolerância a grandes volumes de alimentos ou bebidas. Por isso, não há uma estratégia alimentar única para todas as pessoas: quantidades, distribuição das refeições ao longo do dia e o que cada paciente consegue consumir devem ser avaliados individualmente, explica o nutricionista.



