CBF leva alerta sobre sinais de AVC aos estádios
Campanha da CBF e da Rede Brasil AVC ocorre em jogos de 28 a 30 de outubro e orienta torcedores a buscar socorro imediato.
A CBF e a Rede Brasil AVC realizarão, de 28 a 30 de outubro, uma campanha de conscientização sobre prevenção e sinais de acidente vascular cerebral (AVC) em partidas de futebol pelo país. Durante os jogos, torcedores receberão informativos sobre como identificar uma possível emergência e a importância do atendimento rápido.
A ação integra a mobilização pelo Dia Mundial do AVC, celebrado em 29 de outubro. Segundo a Rede Brasil AVC, a iniciativa estará em confrontos no Rio de Janeiro, Santos, Bragança Paulista, Salvador, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, São Paulo e Belém, além de Vasco x Flamengo, com estádio ainda a definir.
De acordo com dados do Ministério da Saúde citados pela organização, nos primeiros sete meses de 2026 foram contabilizadas 182.253 internações e 50.424 mortes por AVC no Brasil. No período, a média foi de 860 internações e 238 mortes por dia.
Quais sinais exigem atendimento imediato
A neurologista Sheila Martins, presidente da Rede Brasil AVC, afirma que fraqueza ou formigamento em um lado do corpo, alteração da fala ou da compreensão, mudanças na visão, tontura, perda de equilíbrio e dor de cabeça súbita e intensa são sinais de alerta. Diante desses sintomas, a orientação é buscar atendimento imediatamente.
A campanha divulga a sigla “VÁ De SAMU” como apoio para reconhecer o AVC: visão alterada, desequilíbrio, pedir para a pessoa sorrir e observar se a boca fica torta, levantar os dois braços para verificar fraqueza, falar uma mensagem ou música para identificar alterações na fala e, diante de qualquer sinal, ligar para o SAMU pelo número 192.
Fatores de risco e prevenção do AVC
Segundo a Rede Brasil AVC, hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado, arritmias cardíacas, tabagismo, consumo excessivo de álcool, sedentarismo, obesidade e alimentação inadequada estão entre os fatores que exigem atenção. Entre pessoas mais jovens, a entidade também cita doenças cardíacas não diagnosticadas, histórico familiar e o uso de anticoncepcionais combinado ao tabagismo.
A médica recomenda acompanhar pressão arterial, colesterol e glicemia, praticar atividade física, cuidar da alimentação, não fumar e manter acompanhamento médico. A Rede Brasil AVC afirma que mais de 80% dos AVCs podem ser evitados com mudanças de hábitos e controle adequado dos fatores de risco.
O AVC isquêmico, segundo a entidade, responde por cerca de 85% dos casos e ocorre quando uma artéria é obstruída, interrompendo o fluxo de oxigênio ao cérebro. O hemorrágico representa cerca de 15% e acontece quando há rompimento de um vaso sanguíneo cerebral.



