Animais do Halloween ajudam no equilíbrio da biodiversidade

Morcegos, corujas, urutaus e aranhas participam do controle de populações e de processos ecológicos, segundo a Fundação Grupo Boticário.

Morcegos, corujas, urutaus e aranhas, frequentemente associados ao medo no Halloween, têm funções importantes para o equilíbrio dos ecossistemas. Segundo a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, esses animais ajudam a controlar populações de insetos e roedores, além de participar da polinização e da dispersão de sementes.

Para a bióloga Karynna Tolentino, especialista em Conservação da Biodiversidade da instituição, não há animais “do mau” ou “do bem”: cada espécie cumpre uma função ecológica vital. Ela afirma que conhecer esses animais pode ajudar a substituir o medo pela valorização da biodiversidade.

O papel de morcegos e aves noturnas

O Brasil abriga 188 das cerca de 1.500 espécies de morcegos registradas no mundo, de acordo com o material da Fundação Grupo Boticário. Apenas três espécies brasileiras se alimentam de sangue; a maioria consome frutos, néctar, insetos e até pequenos vertebrados. Por isso, os morcegos podem contribuir tanto para a polinização quanto para a dispersão de sementes.

As corujas também atuam na regulação de populações de roedores. A suindara, conhecida como coruja-da-igreja ou rasga-mortalha, pode consumir em média quatro roedores por noite, segundo o Instituto Butantan. Já o urutau captura insetos durante o voo noturno e usa a camuflagem para permanecer imóvel sobre galhos e troncos durante o dia.

Aranhas predam insetos

As aranhas se alimentam principalmente de insetos e de outras aranhas, ajudando a regular populações de moscas e mosquitos. Há mais de 50 mil espécies conhecidas no mundo e cerca de 5 mil registradas no Brasil. No país, o Ministério da Saúde considera nocivas à saúde humana as aranhas-marrons, as armadeiras e as viúvas-negras.

Segundo o Instituto Butantan, o Brasil reúne cerca de 200 espécies conhecidas de caranguejeiras. Apesar da aparência imponente, elas não representam perigo relevante aos seres humanos e participam das cadeias alimentares.

A manutenção dessas espécies depende de habitats conservados, onde encontram alimento, reproduzem-se e mantêm populações saudáveis. Karynna Tolentino destaca que áreas protegidas e conectadas favorecem a disponibilidade de alimento, a construção de ninhos e a diversidade genética das populações a longo prazo.

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