Perfume pode expressar identidade e pertencimento social
Estudo sobre jovens chineses e levantamento global da Givaudan relacionam fragrâncias à individualidade, aos grupos e à forma de se apresentar.
A escolha de um perfume pode ir além da preferência por um aroma: pode envolver identificação pessoal e a imagem que alguém deseja transmitir. Um estudo publicado em 2025 na revista Young Consumers identificou relações entre perfumes de nicho, individualidade e identidade de grupo entre jovens da Geração Z na China.
A dimensão social também aparece em um material divulgado pela Givaudan em 2026. Segundo a empresa, o pertencimento social foi apontado como fator relevante para 43% das mulheres e 46% dos homens entrevistados globalmente. O dado sugere que a relação com uma fragrância pode incluir os ambientes frequentados e a maneira como as pessoas querem se apresentar.
Da preferência olfativa à experimentação
Para Paulo Isper, CMO do Grupo Mawwal Concepts, o interesse por diferentes fragrâncias se traduz na exploração de famílias olfativas, combinações e formas de uso. “Uma das mudanças que observamos na perfumaria é a curiosidade por explorar além das fragrâncias que as pessoas já conhecem”, afirma o executivo.
Isper cita a perfumaria árabe como um campo em que a combinação de notas pode alterar a experiência de uma fragrância. Segundo ele, um acorde amadeirado pode ganhar outra leitura quando combinado a notas cítricas e adocicadas.
Essa busca por composições também está presente no layering, técnica de sobrepor duas ou mais fragrâncias para criar uma combinação personalizada. A prática permite observar como os aromas se comportam juntos e produzir resultados diferentes dos obtidos com cada perfume isoladamente.
A relação entre perfumes e identidade acompanha mudanças culturais e preferências individuais. Além de despertar associações pessoais, uma fragrância pode participar da forma como cada pessoa escolhe se apresentar.



