Câncer de mama: diagnóstico precoce amplia tratamentos
Segundo mastologista, detectar a doença em estágios iniciais pode favorecer cirurgia conservadora e evitar terapias mais agressivas.
O diagnóstico precoce do câncer de mama pode ampliar as possibilidades de tratamento com intenção curativa. Segundo a mastologista Mariana de Castro, da Neo Oncologia, em Curitiba, a identificação da doença em estágios iniciais também aumenta a elegibilidade para cirurgia conservadora e pode reduzir a necessidade de terapias sistêmicas mais agressivas.
Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam 78.610 novos casos de câncer de mama por ano no Brasil entre 2026 e 2028. O número corresponde a um risco estimado de 71,57 casos novos a cada 100 mil mulheres. Entre as mulheres, sem considerar os tumores de pele não melanoma, este é o câncer mais incidente no país.
De acordo com a especialista, lesões iniciais costumam ser clinicamente silenciosas e dificilmente palpáveis, por isso o diagnóstico precoce se baseia no rastreamento sistemático. O prognóstico também está relacionado à extensão da doença no momento do diagnóstico e às características do tumor.
Alterações nas mamas e axilas precisam de avaliação
Entre os sinais que merecem atenção estão caroço ou nódulo persistente na mama ou na axila, mudanças na pele, alteração no formato ou tamanho da mama, retração do mamilo e saída espontânea de líquido pelo mamilo.
Nem toda alteração mamária significa câncer. Porém, diante de uma mudança persistente ou suspeita, a recomendação é buscar avaliação profissional. Após a análise clínica, o médico pode indicar exames complementares para investigar a alteração.
Mamografia é usada no rastreamento
A mamografia é o principal exame utilizado no rastreamento do câncer de mama e também pode integrar a investigação de alterações suspeitas. Segundo Mariana de Castro, o exame identifica alterações que ainda não são percebidas pelo toque e, conforme protocolos de faixa etária e risco, é o principal método de rastreio.
O Ministério da Saúde recomenda mamografia sob demanda, mesmo sem sintomas, a partir dos 40 anos. Para mulheres de 50 a 74 anos, a recomendação é de realização a cada dois anos, sob busca ativa. Em outras faixas etárias ou na presença de fatores de risco, a necessidade e a periodicidade dos exames devem ser avaliadas individualmente. Quando há sinais ou sintomas suspeitos, a mamografia também pode ser indicada como parte da investigação diagnóstica.



