ABSOLAR defende baterias para reduzir cortes de energia limpa
Entidade afirma que 17,2% do potencial solar e eólico foi cortado no primeiro trimestre de 2026 e cita leilões de dezembro.
A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) defende a expansão do armazenamento por baterias para reduzir os cortes de geração de energia renovável no Brasil. Segundo a entidade, 17,2% do potencial de geração solar e eólica do país foi cortado no primeiro trimestre de 2026, em um processo conhecido como curtailment, associado à falta de demanda e de capacidade de armazenamento.
Para a ABSOLAR, os cortes de energia limpa encarecem a eletricidade para a população e os setores produtivos. A entidade afirma que o novo ciclo político exigirá previsibilidade regulatória, segurança jurídica e ressarcimento aos empreendimentos cuja geração foi cortada, conforme previsto em lei.
Leilões de baterias estão previstos para dezembro
O primeiro teste dessa agenda, na avaliação da associação, serão os dois leilões de reserva de capacidade para contratação de sistemas de baterias, marcados para 2 e 4 de dezembro de 2026. A ABSOLAR defende que os certames tenham condições de custeio definidas e abram uma contratação anual de armazenamento.
De acordo com a entidade, as baterias podem dar mais flexibilidade ao sistema elétrico, mitigar cortes de geração renovável e reduzir a necessidade de acionamento de termelétricas. A associação também pede a implementação do REIDI para projetos de armazenamento, um marco legal específico e redução da carga tributária sobre baterias, que, segundo o material, pode chegar a 84,8%.
Propostas para 2027 a 2030
A ABSOLAR apresentou três compromissos ao governo federal, governadores e Congresso. O primeiro, chamado Bateria Brasil, prevê leilões anuais e meta de 8 gigawatts de armazenamento de grande porte até 2030. O segundo, Energia que Emprega, propõe ampliar o consumo interno da energia hoje cortada com data centers, indústria de baixo carbono, hidrogênio verde e eletromobilidade.
Já o Sol para Todos propõe universalizar o acesso à eletricidade com sistemas solares e baterias para 3 milhões de unidades consumidoras, além de substituir geradores a diesel em sistemas isolados. A entidade também cita a abertura do mercado livre de energia para consumidores de baixa tensão, prevista para novembro de 2027 no caso de consumidores comerciais e industriais e para novembro de 2028 entre residenciais.



