98% dos profissionais de FinOps já gerenciam gastos com IA
Pesquisa State of FinOps 2026 ouviu 1.192 profissionais; especialista explica por que atribuir custos ajuda no planejamento.
Gerenciar gastos com inteligência artificial passou a fazer parte da rotina de 98% dos profissionais de FinOps ouvidos no State of FinOps 2026, pesquisa da FinOps Foundation com 1.192 participantes. O índice era de 63% em 2025 e de 31% em 2024.
FinOps é a prática que reúne engenharia, finanças e negócio para acompanhar os custos de tecnologia. Segundo Eduardo Glazar, CSO da Globalsys, o avanço mostra que a IA se tornou uma despesa recorrente, mas não significa que as empresas já tenham clareza sobre quanto gastam ou em quais usos.
Por que o custo da IA pode ficar disperso
De acordo com Glazar, a conta de IA pode estar distribuída entre nuvem, licenças de ferramentas, chamadas de API e experimentos feitos por diferentes áreas. A cobrança também varia conforme o uso, em vez de seguir necessariamente a lógica de um contrato fixo.
Entre os itens que os profissionais buscam acompanhar com mais detalhe estão os tokens, unidade que mede o texto processado pelos modelos, as requisições a modelos de linguagem e o uso de GPUs. Os investimentos ainda podem se dividir entre nuvem pública, plataformas SaaS, data centers e nuvem privada.
Quando áreas contratam serviços de forma independente, segundo o executivo, nenhuma delas visualiza o custo total. A consequência é descobrir o montante gasto apenas no fechamento da fatura.
Atribuição de custos permite acompanhar variações
A orientação de Glazar é associar cada custo de IA à área, ao projeto ou ao produto que o gerou, além de definir uma pessoa responsável. Com essa identificação, a empresa pode observar variações durante o mês e calcular o custo por unidade de negócio, como o valor por atendimento ou por documento processado.
O especialista recomenda ainda levar esses dados a revisões periódicas entre as áreas de tecnologia e finanças. Para ele, esse acompanhamento é relevante no planejamento, já que organizações relatam a necessidade de financiar novos investimentos em IA com economias obtidas na otimização de custos.
“Não é preciso uma ferramenta nova para começar. É preciso saber quem responde por cada real gasto e olhar esse número com a frequência com que a operação muda”, afirma Glazar.



