Por que a dor pode voltar após a fisioterapia
Segundo a fisioterapeuta Valeria Baldan, rotina, compensações e retorno à sobrecarga devem ser considerados em nova avaliação.
A volta da dor após uma melhora com a fisioterapia nem sempre indica uma nova lesão ou que o tratamento anterior falhou. Segundo a fisioterapeuta Valeria Baldan, especialista em Terapias Integrativas e fundadora do Instituto Sohma, é preciso investigar fatores que podem estar mantendo ou recriando uma sobrecarga, em vez de observar apenas a região dolorida.
Postura, padrões de movimento, limitações de mobilidade, volume de treino, atividades diárias e hábitos mantidos ao longo do tempo podem contribuir para a recorrência, de acordo com a profissional. Sono, estresse e períodos de maior tensão também devem entrar na investigação de quadros persistentes ou recorrentes.
Compensações podem deslocar a sobrecarga
Uma limitação em uma área do corpo pode levar outras estruturas a assumir funções para as quais não estavam preparadas. Com o tempo, essas compensações podem causar sobrecarga e dor em um local diferente daquele em que o problema começou, afirma Valeria.
Para ela, a fisioterapia não deve ser entendida somente como uma sequência de exercícios. A avaliação deve considerar como a pessoa se movimenta, as compensações criadas, sua rotina e o contexto em que a dor surgiu ou voltou.
Retorno ao treino exige observar mais do que a dor
No caso de quem pratica esporte, o desaparecimento do incômodo não significa necessariamente recuperação completa ou prontidão para retomar o mesmo volume e intensidade de treinamento. Segundo Valeria, mobilidade, força, movimento e capacidade de suportar carga devem ser observados antes dessa retomada.
A fisioterapeuta destaca que episódios repetidos de dor não devem ser considerados normais. Como rotina, trabalho, exercícios, sono e estresse podem mudar ao longo do tempo, a recorrência merece uma nova avaliação, segundo a especialista.



