Clínica relata melhora após internação psiquiátrica de 15 dias
Segundo a Elibrè, sintomas depressivos caíram em média 12 pontos um mês após a alta; duração depende da avaliação clínica individual.
Pacientes acompanhados pela clínica Elibrè tiveram redução média de 12 pontos em sintomas depressivos entre a admissão e os 30 dias após a alta, segundo dados divulgados pela instituição. O tempo médio de permanência informado pela clínica, localizada em Cotia, na Grande São Paulo, varia de 15 a 17 dias conforme a linha de cuidado.
De acordo com a Elibrè, o acompanhamento também apontou melhora de 23% no funcionamento global dos pacientes um mês depois da alta. Os resultados são referentes às medições feitas pela própria instituição ao longo do ciclo de cuidado e não incluem, no material divulgado, informações sobre número de participantes ou período de coleta.
Como a clínica mede os resultados
A clínica informa usar a escala MADRS, que avalia a gravidade de sintomas depressivos, na admissão, na alta e 30 dias depois. Já a WHODAS 2.0, escala da Organização Mundial da Saúde para funcionamento global e qualidade de vida, é aplicada na admissão e um mês após a alta.
Segundo a instituição, a comparação das medidas do mesmo paciente busca mostrar sua trajetória ao longo do tratamento. A Elibrè afirma que os resultados superaram a Diferença Mínima Clinicamente Importante, parâmetro usado para avaliar se uma mudança pode ter efeito relevante sobre a condição do paciente: mais de seis vezes na MADRS e mais do que o dobro na WHODAS 2.0.
Tempo de internação é individualizado
O psiquiatra e consultor sênior da Elibrè, Carlos Cais, afirma que a duração da internação não é uma meta fixa e deve ser definida pela necessidade clínica, evolução e objetivos terapêuticos de cada paciente. A instituição também ressalta que a indicação depende de avaliação clínica, especialmente quando o ambiente habitual não oferece condições para segurança e estabilização.
Para Ary Ribeiro, diretor executivo da Elibrè, o receio em relação à internação pode levar pacientes e familiares a adiar a procura por atendimento especializado. A clínica defende que, quando indicada, a internação seja entendida como parte do cuidado terapêutico.



