Quando a terapia por ondas de choque pode ser indicada
Procedimento não invasivo pode ser avaliado em dores musculoesqueléticas persistentes, após diagnóstico e análise individual do quadro.
A terapia por ondas de choque pode ser considerada para alguns casos de dor musculoesquelética persistente, especialmente quando tratamentos iniciais não tiveram resposta satisfatória. Segundo Carlos Daniel Castro Filho, ortopedista dos Hospitais São Camilo de São Paulo, a indicação depende de diagnóstico, tempo de evolução do problema, região afetada e tratamentos já realizados.
O procedimento utiliza ondas acústicas de alta energia aplicadas sobre a área afetada. De acordo com o hospital, o estímulo mecânico provoca respostas biológicas nos tecidos que podem contribuir para o processo de reparação e para a redução da dor. A terapia é feita em ambiente ambulatorial, sem cortes ou internação.
Quais quadros podem ser avaliados
Tendinopatias, fascite plantar, epicondilite e outros quadros de dor musculoesquelética persistente estão entre as condições que podem ter indicação para a técnica. A presença ou intensidade da dor, porém, não basta para definir o tratamento.
“Nem toda dor crônica tem indicação para terapia por ondas de choque. O primeiro passo é estabelecer o diagnóstico e entender por que aquele quadro está persistindo”, explica Castro Filho. Em alguns casos, a avaliação ocorre após abordagens conservadoras, como medicamentos, fisioterapia e mudanças na atividade física, mas não há uma sequência única aplicável a todos os pacientes.
O número de sessões, os intervalos e a eventual associação com fisioterapia ou outras estratégias de reabilitação também são definidos individualmente. O procedimento não deve ser entendido como uma solução imediata para qualquer dor.
O que é a onda focal
Há diferentes tecnologias para a terapia por ondas de choque. No Ambulatório de Terapia por Ondas de Choque do Hospital São Camilo Pompeia, o tratamento é realizado com onda focal, tecnologia que, segundo a instituição, concentra a energia em uma região determinada e pode alcançar tecidos em diferentes profundidades.
A tecnologia pode ser avaliada em lesões de tendões, estruturas ósseas, tendinopatias crônicas, calcificações e alterações específicas do tecido ósseo, conforme a indicação médica. Para o ortopedista, a técnica deve ser escolhida pelas características da lesão, e não apenas pelo local em que a pessoa sente dor.
Quando a dor interfere na rotina, no sono, no trabalho ou na prática esportiva, a orientação do especialista é investigar sua origem. Essa avaliação ajuda a diferenciar situações que podem se beneficiar de tratamentos conservadores daquelas que exigem outras abordagens.



