Menopausa: dor no sexo e escapes de urina pedem avaliação
Alterações hormonais e musculares podem afetar a saúde pélvica; fisioterapia e acompanhamento multidisciplinar são possibilidades.
Dor durante as relações sexuais, escapes de urina e sensação de peso na região íntima podem se tornar mais frequentes na menopausa, mas devem motivar avaliação profissional quando recorrentes ou persistentes. Segundo especialistas da Clínica Videlis, de Ribeirão Preto (SP), o acompanhamento pode envolver fisioterapia pélvica, ginecologia, nutrição e psicologia, conforme cada caso.
Dados da Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), citados pela clínica, apontam cerca de 9,2 milhões de mulheres na menopausa, entre 50 e 65 anos, e 17 milhões no climatério, fase de transição a partir dos 40 anos, no Brasil.
O que muda na saúde pélvica
De acordo com o material, a redução do estrogênio característica da menopausa pode alterar elasticidade, lubrificação e vascularização dos tecidos da região íntima. Essas mudanças podem contribuir para desconfortos e agravar problemas já existentes no assoalho pélvico, conjunto de músculos e tecidos que sustenta a bexiga, o útero e o reto e participa do controle urinário e da função sexual.
“A musculatura íntima perde elasticidade e capacidade de resposta funcional ao longo do tempo, especialmente quando nunca recebeu cuidado específico. Isso pode gerar dor, insegurança e perda de qualidade de vida, mas é possível intervir”, afirma Marielle Yali, fisioterapeuta da Clínica Videlis e especialista em menopausa e climatério.
Fisioterapia pode ser uma alternativa
Segundo a clínica, nem todos os sintomas íntimos estão ligados exclusivamente à redução hormonal: alterações musculares, dificuldades de coordenação do assoalho pélvico e fatores físicos e emocionais também podem contribuir para os desconfortos.
A fisioterapia na saúde da mulher é indicada pela fonte como uma possibilidade nos casos de incontinência urinária, dor e disfunções musculares. A avaliação individualizada identifica alterações de força, elasticidade e coordenação para orientar as técnicas, que podem incluir exercícios específicos, alongamentos, relaxamento e estratégias para melhorar a resposta muscular.
O acompanhamento pode ocorrer junto ao tratamento ginecológico, inclusive com terapias hormonais quando recomendadas pelo médico. A nutricionista Susana Merino, da Clínica Videlis, acrescenta que condições metabólicas, inflamação e deficiências nutricionais podem ser consideradas quando há queixas persistentes.



