Câncer de mama: testes ajudam a individualizar tratamento
Segundo especialista da Croma Oncologia, características do tumor orientam exames e terapias, inclusive a indicação de quimioterapia.
Testes moleculares e a análise das características de cada tumor ajudam a individualizar o tratamento do câncer de mama, inclusive na decisão sobre o uso de quimioterapia. A doença deve registrar 78,6 mil novos casos por ano no Brasil entre 2026 e 2028, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) citada pela Croma Oncologia.
O câncer de mama reúne tumores com perfis biológicos distintos. Nos hormônio-positivos, a presença de receptores de estrogênio e progesterona permite o uso de medicamentos que bloqueiam a ação desses hormônios. Nos HER2-positivos, há aumento da proteína HER2, que pode ser alvo de terapias específicas. Já os tumores triplo-negativos seguem outras estratégias terapêuticas.
De acordo com Sara Batista Micheletti, especialista em oncologia clínica da Croma Oncologia, testes moleculares podem, em pacientes selecionadas, estimar o risco de recorrência e apontar situações em que a quimioterapia tende a oferecer pouco benefício. “Nem todo câncer de mama precisa de quimioterapia”, afirma a médica.
Exames têm funções diferentes na investigação
Um nódulo novo precisa ser avaliado, mas não significa necessariamente câncer. A dor mamária não é um sinal específico da doença, e tumores em estágio inicial podem não causar sintomas, segundo a fonte.
Mamografia, ultrassonografia e ressonância magnética não se substituem automaticamente. A escolha depende de idade, sintomas, densidade das mamas, histórico pessoal e familiar e risco individual. O rastreamento, conforme a indicação para cada perfil, não deve esperar o aparecimento de alterações.
Terapias dependem do perfil do tumor
Entre as possibilidades para perfis determinados estão os conjugados anticorpo-fármaco, ou ADCs, que combinam um anticorpo capaz de reconhecer uma característica da célula tumoral com uma substância que atua sobre ela. A imunoterapia também pode ajudar o sistema imunológico a reconhecer e combater células tumorais em situações específicas.
A fonte ressalta que tecnologias mais sofisticadas não são necessariamente melhores para todas as pacientes. O cuidado também considera fertilidade, sintomas pós-menopausa, saúde óssea, saúde mental, sexualidade e retorno ao trabalho, de acordo com idade, tratamento e planos de vida. Em diagnósticos precoces, a maior parte das pacientes pode receber cirurgia conservadora, técnicas oncoplásticas e reconstrução mamária, conforme o material divulgado.



