Ecocardiografia fetal ajuda a planejar parto em cardiopatias
Exame avalia a anatomia e o funcionamento do coração do feto e pode antecipar a organização da assistência após o nascimento.
A ecocardiografia fetal avalia detalhadamente a anatomia e o funcionamento do coração do bebê durante a gestação. Segundo a cardiologista fetal e pediátrica Marina Zamith, do Hospital e Maternidade Santa Joana, o exame pode identificar cardiopatias congênitas antes do nascimento e permitir que os cuidados sejam planejados previamente.
Nem todas as alterações cardíacas fetais podem ser identificadas com precisão no ultrassom obstétrico de rotina, de acordo com a especialista. Quando uma cardiopatia é detectada ainda na gravidez, a família pode receber orientações e a equipe responsável pelo parto pode se preparar para as necessidades do recém-nascido desde os primeiros minutos de vida.
Quando a ecocardiografia fetal pode ser indicada
O exame pode ser indicado diante de alterações vistas no ultrassom, histórico familiar de cardiopatia congênita, algumas condições maternas ou outras situações que aumentem o risco de alterações cardíacas. A fonte afirma que aproximadamente 90% dos defeitos ocorrem em gestações e famílias sem fatores de risco.
O material também informa que a ecocardiografia fetal passou a ser considerada obrigatória no Brasil a partir de 2023, com a Lei nº 14.598.
Diagnóstico pode definir estrutura para o nascimento
Conforme o tipo e a gravidade da alteração diagnosticada, o resultado pode interferir na definição do local do parto e na composição da assistência. Segundo Marina Zamith, podem ser envolvidos especialistas como cardiologistas pediátricos, equipe de hemodinâmica intervencionista e cirurgia cardíaca neonatal.
Para a especialista, a antecipação não se limita à descoberta de uma alteração: ela permite que os pais compreendam a condição do bebê, tirem dúvidas e participem das decisões sobre o acompanhamento da gestação e do nascimento.



