Tratamento com ácido hialurônico exige avaliação dos riscos
Dermatologista explica que injetáveis voltados à qualidade da pele não substituem abordagens para flacidez importante.
O HA3 ElastYgen, tratamento injetável à base de ácido hialurônico não reticulado apresentado como novidade no mercado brasileiro, foi compartilhado pela influenciadora Virginia Fonseca nesta terça-feira (20). Segundo o material divulgado, a proposta é melhorar hidratação, firmeza e elasticidade da pele, mas os benefícios específicos e a duração dos resultados dependem de estudos clínicos da formulação utilizada.
O produto é apresentado com uma proposta de estímulo à elastina, proteína relacionada à capacidade de a pele recuperar sua forma. Diferentemente dos preenchimentos tradicionais, que buscam repor volume ou modificar estruturas faciais, tratamentos voltados à qualidade cutânea têm como foco características como textura, viço e hidratação.
Hidratação não é o mesmo que tratar flacidez
Para a dermatologista Tatyana Braga, especializada em Cosmiatria pelo Hospital Albert Einstein e membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, cresce a procura por resultados mais naturais e por cuidados que não modifiquem os contornos do rosto. “Hoje, muitas pessoas não querem necessariamente mudar o rosto, mas melhorar a qualidade da própria pele”, afirma.
A médica ressalta, porém, que a presença de ácido hialurônico não comprova por si só a regeneração das fibras elásticas. “É importante diferenciar hidratação de sustentação. Um produto pode melhorar o aspecto da pele, proporcionando mais viço e maciez, sem necessariamente corrigir uma flacidez importante”, destaca.
Preço é referência para procedimentos semelhantes
Segundo o release, sessões de tratamentos injetáveis semelhantes, conhecidos como skinboosters, podem custar aproximadamente de R$ 890 a R$ 1.800 no mercado brasileiro. A variação considera clínica, região tratada, quantidade de produto e protocolo. O valor específico do HA3 ElastYgen não foi confirmado publicamente.
Por se tratar de um procedimento invasivo, aplicações injetáveis podem causar hematomas, inchaço e sensibilidade, além de complicações menos comuns, como infecções e problemas vasculares. A dermatologista recomenda avaliação do histórico clínico e das condições da pele, além da escolha de profissional habilitado e da verificação da regularização do produto junto à Anvisa antes da aplicação.



