K-Beauty: como adaptar a rotina de skincare ao clima brasileiro
Dermatologista destaca barreira cutânea, hidratação e proteção solar; calor, umidade e características da pele pedem ajustes.
A rotina de skincare coreano, conhecida como K-Beauty, pode inspirar cuidados voltados à hidratação e à manutenção da barreira cutânea, mas precisa de adaptação ao clima tropical e às necessidades individuais da pele. Segundo a dermatologista Tatyana Braga, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), limpeza suave, hidratação adequada e proteção solar seguem como cuidados fundamentais.
A K-Beauty ganhou visibilidade no Brasil também pelas redes sociais e pela busca do efeito glass skin, expressão usada para descrever uma aparência de pele uniforme, viçosa e luminosa. Bruna Marquezine afirmou, em entrevista à Vogue Brasil, que se tornou “completamente obcecada” por K-Beauty após conhecer produtos nas redes sociais.
Barreira cutânea é o foco da rotina
De acordo com Tatyana Braga, a contribuição da cosmetologia sul-coreana está em colocar a manutenção da barreira cutânea no centro dos cuidados. “Em vez de focar na agressão para gerar renovação, a prioridade passa a ser nutrir, bioestimular e regenerar”, explica a médica.
Entre os ingredientes valorizados nessa categoria estão centella asiática, ácido hialurônico, ceramidas e extratos botânicos. Eles podem contribuir para hidratação, conforto e proteção da pele, dependendo da formulação e da concentração. A centella asiática, por exemplo, tornou-se popular em produtos destinados a peles sensíveis e sensibilizadas.
Mais produtos não garantem o efeito glass skin
A médica ressalta que buscar uma pele luminosa não exige usar dezenas de produtos nem repetir todas as etapas divulgadas nas redes sociais. Calor, umidade, exposição solar e a diversidade de fototipos no Brasil exigem ajustes, sobretudo para pessoas com pele oleosa, acne, rosácea ou tendência à hiperpigmentação.
A popularização da K-Beauty também ampliou o debate sobre tecnologias e ativos ligados à regeneração cutânea, como fatores de crescimento e exossomas. Segundo o material divulgado, essas abordagens não têm todas o mesmo nível de evidência científica; segurança, regulamentação e indicação de cada tratamento devem ser consideradas.
Para Tatyana Braga, o ponto central é manter uma rotina consistente e individualizada, com produtos adequados às necessidades de cada pele, em vez de reproduzir tendências de forma padronizada.



