EPE identifica 20 regiões de vento para eólica offshore
Nota técnica publicada em agosto de 2026 também aponta três áreas de destaque na costa brasileira, sem definir locais autorizados para parques.
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) identificou 20 regiões da costa brasileira com padrões diários e sazonais semelhantes de vento e três áreas de destaque com base nas maiores velocidades médias observadas. A nota técnica, publicada em agosto de 2026, busca ampliar o conhecimento sobre o recurso eólico offshore e subsidiar o planejamento energético nacional.
O levantamento não define áreas autorizadas para a instalação de parques eólicos no mar. Segundo a EPE, a viabilidade de cada empreendimento ainda depende de estudos específicos, infraestrutura, licenciamento ambiental, autorizações e condições econômicas.
Como a EPE analisou o potencial eólico offshore
Para a avaliação detalhada dos ventos na costa brasileira, a EPE comparou bases de dados públicas, entre elas ERA5, MERRA-2 e Global Wind Atlas. A partir do tratamento de séries temporais e de técnicas de agrupamento, o estudo reuniu áreas com características de vento semelhantes.
A análise integra um trabalho mais amplo de seleção de áreas marítimas que poderão ser ofertadas para projetos de geração eólica offshore. A metodologia considera critérios técnicos, ambientais, sociais e econômicos e está relacionada à Lei nº 15.097/2025, que estabelece regras para o aproveitamento do potencial energético offshore no Brasil.
Seleção de áreas considera outros usos do mar
Além da disponibilidade de vento, a seleção de áreas precisa considerar condições naturais, infraestrutura e os diversos usos do espaço marítimo. Pesca, navegação, turismo, conservação ambiental e outras atividades econômicas estão entre os fatores que exigem avaliação em cada região.
De acordo com a EPE, a incorporação de critérios ambientais e sociais pode ajudar a identificar restrições e reduzir incertezas nas fases iniciais dos projetos. Essa etapa, porém, não substitui o licenciamento ambiental nem os estudos locais.
A metodologia final foi publicada em julho de 2026 após receber contribuições na Consulta Pública nº 191/2025, do Ministério de Minas e Energia. Segundo a EPE, foram cerca de 400 contribuições de 41 instituições. A expansão da fonte também depende de avanços em transmissão, cadeia de fornecedores, formação profissional e regulamentação.



