Consulta odontológica pode indicar sinais além da saúde bucal

Odontóloga explica que alterações na boca podem motivar investigação médica e que a periodicidade do acompanhamento varia conforme cada paciente.

Uma consulta odontológica de rotina pode identificar alterações na boca que merecem investigação médica, além de cáries e problemas nas gengivas. Segundo a odontóloga Andreia Coelho Batista, a avaliação permite observar sinais que podem estar relacionados a outras condições de saúde e, quando necessário, encaminhar o paciente ao profissional adequado.

A profissional afirma que, em geral, o acompanhamento preventivo é indicado a cada seis meses, mas o intervalo deve variar conforme a necessidade individual. Pessoas com doença periodontal, histórico de cáries, uso de aparelho, implantes ou outras condições que exijam acompanhamento próximo podem precisar de consultas mais frequentes.

O que pode ser observado na avaliação

De acordo com Andreia Coelho Batista, cárie e doença periodontal — que inclui gengivite e periodontite — estão entre os problemas mais comuns encontrados em consultas de rotina. Bruxismo, desgaste dos dentes, retrações gengivais e lesões na mucosa ou na cavidade bucal também podem ser identificados durante o exame.

A odontóloga cita ainda alterações de mucosa, feridas que não cicatrizam e infecções como sinais que merecem atenção. Segundo ela, podem ser observadas manifestações de doenças autoimunes, alterações relacionadas ao diabetes e possíveis sinais de deficiência nutricional. O padrão de desgaste e erosão dos dentes, acrescenta, também pode estar relacionado ao refluxo.

A identificação desses sinais não substitui a investigação por outros profissionais. Conforme a especialista, quando há suspeita de uma condição sistêmica ou necessidade de avaliação mais específica, o dentista orienta o encaminhamento médico ou a outro profissional indicado.

Medo do dentista pode dificultar o cuidado

Andreia Coelho Batista observa que alguns pacientes chegam ao consultório com receio por experiências anteriores ou medo de dor. Ela afirma que mudanças em técnicas, materiais e anestesia podem tornar o atendimento mais confortável, e que explicar o procedimento e acolher o paciente ajuda a reduzir a ansiedade.

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