Consórcio movimentou R$ 389,6 bilhões até agosto de 2026
Dados da ABAC apontam alta de 24,2% nos créditos comercializados; antes de aderir, é preciso considerar custos e prazo de contemplação.
O consórcio movimentou R$ 389,59 bilhões em créditos comercializados entre janeiro e agosto de 2026, alta de 24,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC). A modalidade permite programar a compra de bens por contribuições periódicas, mas o acesso ao crédito ocorre após contemplação por sorteio ou lance.
De acordo com a ABAC, o setor tinha 13,55 milhões de consorciados ativos em agosto de 2026, número 12,1% superior ao de um ano antes. Nos oito primeiros meses do ano, foram comercializadas 3,82 milhões de cotas, avanço de 15,1%.
Imóveis concentraram a maior movimentação
Os consórcios de imóveis movimentaram R$ 231,90 bilhões em créditos comercializados de janeiro a agosto de 2026, crescimento anual de 36,3%, segundo a associação. As vendas atingiram 1,14 milhão de cotas, alta de 39,9% na mesma comparação.
Leonardo Baldez, economista e fundador e CEO do Ecossistema ISF Soluções Financeiras, afirma que a modalidade pode integrar o planejamento patrimonial de quem pretende comprar imóveis, veículos ou equipamentos. Segundo ele, o objetivo da aquisição e a capacidade de manter os pagamentos devem orientar essa decisão.
Lance pode antecipar o crédito, sem garantia
Além dos sorteios mensais, o participante pode oferecer um lance para tentar antecipar a contemplação. Conforme o material, o resultado depende das regras da administradora, da concorrência entre participantes e dos recursos disponíveis no grupo; o histórico de lances pode ajudar no planejamento, mas não garante a antecipação.
Embora não tenha juros remuneratórios como os financiamentos tradicionais, o consórcio pode envolver taxa de administração, seguros, fundo de reserva e reajustes das parcelas. Antes da contratação, a recomendação apresentada é avaliar o valor do crédito, o prazo do grupo, as condições previstas em contrato e se a administradora é autorizada pelo Banco Central.
Baldez ressalta que o consórcio não é uma aplicação financeira com rendimento garantido. Eventual valorização ou geração de receita depende das características do bem, das condições de mercado e de sua utilização.



