Climatério e menopausa: entenda a diferença entre as fases
Especialistas da Afya explicam os sintomas ligados à queda hormonal e os possíveis efeitos no sono, humor e sexualidade.
O climatério é a fase de transição que pode ocorrer dos 40 aos 65 anos, enquanto a menopausa corresponde à última menstruação. A distinção é importante para compreender sintomas como ondas de calor, sudorese noturna e alterações do sono, segundo o ginecologista Silvan Márcio de Oliveira, professor da Afya Montes Claros.
De acordo com projeção atribuída à Organização Mundial da Saúde (OMS) no material divulgado pela Afya, o número de mulheres no mundo na menopausa e pós-menopausa deve chegar a 1,2 bilhão em 2030. O texto também cita dados do Ministério da Saúde segundo os quais cerca de 37 milhões de brasileiras têm entre 40 e 65 anos, faixa em que podem aparecer as primeiras manifestações do climatério.
O que muda no climatério
Segundo Oliveira, o climatério é marcado pela queda na produção dos hormônios ovarianos estrogênio e progesterona. Ele afirma que, nesse período, há mudanças hormonais e metabólicas e que algumas mulheres relatam dificuldade para emagrecer e ganho de peso.
Ondas de calor e suor noturno estão entre os sintomas frequentes mencionados pelo médico. Quando o suor prejudica o descanso, pode haver piora do sono, irritabilidade, fadiga, alterações de humor e dificuldade de concentração. O especialista também cita redução da libido, ressecamento vaginal — que pode causar dor na relação sexual — e perdas urinárias ao tossir ou espirrar.
O material, com dados atribuídos ao IBGE, informa que aproximadamente 17 milhões de brasileiras estão no climatério e que cerca de 9,2 milhões, entre 50 e 65 anos, já estão na menopausa.
Saúde mental e sintomas cognitivos
Um estudo publicado em 2025 no Brazilian Journal of Health Review, citado no release, aponta que cerca de 40% das mulheres no climatério apresentam sintomas moderados a graves de depressão ou ansiedade. A psicóloga Sabrina Magalhães Teixeira, coordenadora de Psicologia da Afya Sete Lagoas, afirma que as variações de estrogênio podem afetar sistemas de neurotransmissores, mas ressalta que menopausa, depressão e ansiedade não devem ser entendidas apenas pela perspectiva hormonal.
Ela menciona queixas como dificuldade de concentração, memória, resolução de problemas e a sensação de lentificação mental, descrita como névoa cognitiva. Segundo a psicóloga, práticas baseadas em mindfulness, atividade física de baixa a moderada intensidade, atenção ao sono, vínculos sociais e apoio podem integrar os cuidados mais amplos com a saúde.



