Check-up ginecológico deve ser definido para cada fase da vida
Segundo ginecologista do Hospital e Maternidade Santa Joana, Papanicolau e colposcopia têm indicações diferentes.
O check-up ginecológico não é uma lista fixa de exames: deve ser individualizado conforme idade, histórico pessoal e familiar, fatores de risco e momento de vida. Segundo a ginecologista Aline Marques, do Hospital e Maternidade Santa Joana, o acompanhamento periódico ajuda a definir quais avaliações são indicadas antes do surgimento de sintomas.
“Prevenção não significa fazer todos os exames indiscriminadamente. Significa ter acompanhamento e saber quais avaliações são importantes para aquele momento da vida. Muitas alterações podem não provocar sintomas inicialmente, e é por isso que manter uma rotina de cuidados faz diferença”, afirma a médica.
Papanicolau e colposcopia têm funções distintas
Entre os cuidados que podem integrar a avaliação está o rastreamento do câncer do colo do útero. O exame citopatológico, conhecido como Papanicolau, permite identificar alterações nas células do colo uterino.
Quando há indicação médica, a investigação pode ser complementada pela colposcopia, que oferece visualização ampliada do colo do útero, da vagina e da vulva para avaliar alterações que precisam de análise mais detalhada. De acordo com Aline Marques, a colposcopia não é um exame anual para todas as mulheres e sua indicação depende de situações específicas, como alterações encontradas no rastreamento ou outros achados que mereçam investigação.
A médica também ressalta que a indicação de colposcopia não deve ser imediatamente associada ao câncer. Segundo ela, o exame é uma ferramenta de investigação que permite ao ginecologista examinar a região com mais detalhes e decidir se algum procedimento complementar é necessário.
Acompanhamento considera sintomas e fase de vida
Questões relacionadas a ciclo menstrual, contracepção, saúde sexual, planejamento reprodutivo, vacinação, menopausa e prevenção de doenças podem fazer parte da conversa com o ginecologista. A avaliação das mamas e o rastreamento de doenças ginecológicas também devem seguir recomendações adequadas para cada faixa etária e perfil de risco.
Segundo a fonte, sangramento fora do período menstrual, sangramento após a relação sexual, dor pélvica, dor durante a relação e alterações persistentes no fluxo vaginal merecem avaliação médica. Um exame alterado, porém, não significa necessariamente uma doença grave: pode indicar a necessidade de acompanhamento ou de investigação adicional.



