Quando falar sobre home office na seleção de emprego
Especialista em recrutamento indica que o tema deve surgir na conversa inicial, sem esconder condições indispensáveis.
Declarar preferência por home office no currículo pode limitar a avaliação inicial de uma candidatura, mas deixar o assunto para o fim da seleção também pode resultar em uma vaga incompatível. A orientação é de Fred Torrês, sócio sênior do Grupo Hub, consultoria de recrutamento e seleção, em São Paulo, em outubro de 2026.
Segundo o especialista, o melhor caminho é priorizar no currículo as competências, experiências e resultados profissionais. A indicação de que busca trabalho remoto pode ser relevante para quem não abre mão desse modelo, mora em outra cidade ou procura áreas nas quais ele ainda predomina.
Conversa inicial é o momento indicado
Para Torrês, a primeira conversa com a pessoa recrutadora costuma ser a ocasião mais adequada para abordar o modelo de trabalho. Em vez de começar com uma exigência, a recomendação é perguntar como funciona a rotina da posição e, então, explicar as próprias preferências.
O executivo afirma que vagas anunciadas como presenciais nem sempre exigem comparecimento diário. Por isso, sugere investigar a flexibilidade antes de descartar uma oportunidade. Segundo ele, a margem de negociação pode variar conforme a senioridade, a escassez do perfil profissional e a urgência da contratação.
Não omita condições indispensáveis
O especialista alerta que aceitar uma vaga incompatível com a rotina desejada pode levar à frustração e ao desligamento em poucos meses. Ele também relata ter visto um candidato perder uma oportunidade ao exigir home office no início da entrevista, sem saber que a posição oferecia regime híbrido.
Para Torrês, o ponto central é não esconder condições indispensáveis nem distorcer informações sobre a rotina profissional atual, pois inconsistências podem afetar a confiança de quem recruta.


