Preenchimento facial exige avaliação além da área tratada
Segundo a biomédica esteta Jéssica Magalhães, anatomia, procedimentos prévios e limites dos tecidos orientam a indicação.
Resultados naturais em procedimentos faciais dependem de uma avaliação que considere o rosto como um todo, e não apenas a região que receberá a intervenção. Segundo a biomédica esteta Jéssica Magalhães, o planejamento deve levar em conta as proporções entre os terços faciais, a sustentação dos tecidos, a qualidade da pele e as necessidades apresentadas pela paciente.
A profissional relaciona essa abordagem à chamada Quiet Beauty, tendência que prioriza a harmonia facial e a valorização dos traços individuais. De acordo com ela, volume, contorno e proporções são elementos interligados; por isso, uma correção isolada sem considerar essas relações pode levar a desproporções e resultados artificiais.
Planejamento inclui técnica, quantidade e limites
Para Jéssica Magalhães, a indicação de um procedimento deve ser individualizada, com definição criteriosa da técnica, da quantidade de produto e dos limites a serem respeitados. A especialista afirma que aplicações repetidas de produtos sem reavaliação da necessidade clínica podem causar acúmulo de volume e mudanças nos contornos faciais.
Nesse acompanhamento, devem ser considerados os procedimentos anteriores, a resposta dos tecidos e a necessidade de novas intervenções, em vez de uma rotina predefinida de aplicações, segundo a biomédica esteta.
Reversão depende do material e da avaliação clínica
A procura por resultados mais discretos também inclui casos de correção de intervenções anteriores. Segundo a profissional, a possibilidade de reversão depende da substância utilizada, da região tratada e das alterações identificadas na avaliação.
Em preenchimentos com ácido hialurônico, por exemplo, pode haver indicação de hialuronidase, enzima capaz de degradar esse material. A estratégia não se aplica da mesma forma a todos os produtos ou técnicas e exige conhecimento do histórico clínico e dos riscos envolvidos.
Jéssica Magalhães ressalta que a hialuronidase pode ser usada em situações específicas, mas não garante em todos os casos a recuperação exata da aparência anterior. Para a especialista, referências externas não devem ser transformadas em protocolos universais: o resultado precisa considerar indicações, limites dos tecidos, efeitos cumulativos de aplicações anteriores e as limitações de cada técnica.



