Diagnóstico de autismo ocorre até os 4 anos em 51,7% dos casos
Dados do Mapa Autismo Brasil indicam que familiares percebem os primeiros sinais em 55,9% dos relatos; escola pode complementar observações.
Em 51,7% dos casos, o diagnóstico de autismo ocorre até os 4 anos, segundo dados do Mapa Autismo Brasil. Para acompanhar dúvidas sobre o desenvolvimento infantil, observações de familiares e da escola podem reunir informações de contextos distintos para uma avaliação profissional, sem que esses relatos estabeleçam, isoladamente, um diagnóstico.
O levantamento citado pela Bloom Check aponta que 17,1% dos diagnósticos acontecem entre 5 e 9 anos e 6,1% entre 10 e 14 anos. Os primeiros sinais são percebidos por familiares próximos em 55,9% dos relatos e por professores em 9,4%.
O que família e escola podem observar
Enquanto a família acompanha a criança continuamente em diferentes situações da rotina, a escola pode observar comunicação, interação social, aprendizagem e comportamento em ambiente coletivo. Segundo o material, características que merecem atenção devem ser levadas a profissionais habilitados, pois uma observação isolada não permite concluir que há transtorno do espectro autista (TEA).
“Uma criança não se comporta da mesma maneira em todos os ambientes, e isso faz com que diferentes pessoas tenham acesso a partes diferentes da sua rotina”, afirma o médico Cassiano José Xavier Gil, especialista parceiro da Bloom Check e proprietário da Humanari. Para ele, informações familiares, escolares e de profissionais podem se complementar e ajudar na investigação do desenvolvimento.
Informações organizadas no acompanhamento
Após a avaliação, as informações da família, da escola e de profissionais de diferentes áreas também podem contribuir para compreender como a criança se comunica, aprende e interage fora do espaço clínico, de acordo com o release.
Mariana Chineze, cofundadora da Bloom Check, afirma que a organização dos relatos pode ajudar a família a entender o que já foi observado e quais questões ainda precisam ser investigadas. A empresa desenvolve uma plataforma de triagem voltada ao desenvolvimento infantil; segundo a fonte, a ferramenta não realiza diagnóstico nem substitui profissionais habilitados.
O material ressalta que famílias não devem transformar cada comportamento em sinal de autismo, assim como a escola não deve interpretar sozinha dificuldades de aprendizagem, interação ou comportamento. Diante de dúvidas persistentes, a orientação indicada é buscar avaliação profissional.



