Diretriz cita semaglutida além da perda de peso
Segundo a ABESO e dados reunidos pela Brace Pharma, a molécula é discutida em contextos cardiovasculares, renais e metabólicos.
A semaglutida é abordada em uma diretriz da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO), publicada em março de 2026, para além do tratamento da obesidade, segundo informações divulgadas pela Brace Pharma. A entidade passou a recomendar a substância em diferentes contextos clínicos, incluindo redução de risco cardiovascular, insuficiência cardíaca, doença associada ao acúmulo de gordura no fígado, osteoartrite do joelho e proteção dos rins.
De acordo com levantamento de estudos clínicos reunido pela farmacêutica, um dos estudos com a molécula observou redução de 20% no risco combinado de morte cardiovascular, infarto ou acidente vascular cerebral (AVC).
Resultados relatados em diferentes condições
Segundo os dados apresentados pela Brace Pharma, em pessoas com insuficiência cardíaca a semaglutida foi associada à melhora de sintomas, limitações físicas e desempenho em teste de caminhada.
Na osteoartrite do joelho, adultos com obesidade e dor moderada a intensa tiveram redução de 41,7 pontos em uma escala de dor de 0 a 100, conforme o levantamento. Para pessoas com diabetes tipo 2 e doença renal crônica, uma pesquisa citada pela empresa apontou risco 24% menor de eventos graves, como falência renal e morte por causas renais ou cardiovasculares.
Em relação ao fígado, a fonte informou que 62,9% dos pacientes tiveram resolução da inflamação sem piora da fibrose.
Discussão sobre indicações e limites
Marcelo Neri, diretor executivo responsável pelas empresas de prescrição do Grupo EMS — Brace, Ofta e USK —, afirmou que é necessário esclarecer o que esses medicamentos podem oferecer e quais são seus limites. Segundo ele, a semaglutida é uma das moléculas de GLP-1 com evidências clínicas consolidadas, e o programa SUSTAIN reuniu milhares de participantes em estudos de fase 3.
As informações divulgadas não substituem avaliação médica individualizada. A indicação de medicamentos deve considerar diagnóstico, histórico de saúde, riscos e acompanhamento profissional.



