Viagem está entre nichos com mais audiência suspeita no Instagram
Levantamento do HypeAuditor analisou cerca de 5,4 milhões de contas públicas brasileiras e ressalva que os indicadores não comprovam fraude.
Os nichos de viagem, moda, roupas e looks, acessórios e joias, além de alimentação e culinária, estão entre as categorias com maior incidência de casos extremos de audiência suspeita no Instagram, segundo levantamento do HypeAuditor divulgado em outubro de 2026. O recorte por categoria considera criadores com 10 mil a 50 mil seguidores.
De acordo com a empresa, a análise avaliou aproximadamente 5,4 milhões de contas públicas brasileiras que não pertencem a marcas e têm ao menos mil seguidores. O estudo aponta que um em cada 21 influenciadores brasileiros tem pelo menos 50% da audiência classificada como suspeita.
Entre os microinfluenciadores, com 10 mil a 50 mil seguidores, 6,4% dos perfis têm ao menos metade da audiência nessa classificação. Entre os nanoinfluenciadores, de 1 mil a 10 mil seguidores, o índice é de 4,5%; nos perfis com mais de 1 milhão de seguidores, chega a 0,6%, segundo o HypeAuditor.
Classificação vai além de bots
Para o HypeAuditor, audiência suspeita inclui não apenas bots, mas também perfis falsos ou roubados e contas com comportamentos considerados atípicos, como comentários vazios ou repetitivos, padrões incomuns de seguimento e participação em grupos de engajamento.
Na média informada pela empresa, as audiências de influenciadores brasileiros são compostas por cerca de 52% de pessoas reais, 26% de seguidores em massa, 16,8% de contas suspeitas e 5,2% de influenciadores. Seguidores em massa são definidos no estudo como contas que seguem mais de 1.500 perfis.
Indicadores não são prova de fraude
Maria Marques, gerente de Marketing para a América Latina do HypeAuditor, afirma que a categoria de atuação pode alterar o risco associado à audiência de um criador, especialmente em segmentos próximos a decisões de compra e com presença frequente de campanhas, sorteios e ações de crescimento.
A metodologia ressalva que os alertas são indicadores algorítmicos de padrões potencialmente anômalos, e não provas definitivas de manipulação intencional. As categorias temáticas podem incluir um mesmo criador em mais de um grupo.



