Polar e IPM Educação unem tecnologia para melhorar preparação à residência médica

Parceria integra dados fisiológicos ao acompanhamento acadêmico para otimizar desempenho dos estudantes

Sono, recuperação e frequência cardíaca passam a fazer parte do acompanhamento de estudantes que se preparam para a residência médica. Em uma iniciativa pioneira, a Polar e o IPM Educação, empresa goiana do Grupo IPM, firmam uma parceria para incorporar dados fisiológicos à rotina de preparação acadêmica, buscando ampliar a compreensão sobre fatores que podem influenciar o desempenho dos alunos ao longo de meses de estudos intensos.

Como parte da iniciativa, os alunos da Mentoria IPM 2027 receberão um Polar Loop, pulseira inteligente e sem tela desenvolvida pela marca para acompanhar continuamente indicadores relacionados à atividade, sono e recuperação. Os dados poderão ser integrados ao IPM Track, tecnologia própria do IPM que cruza informações fisiológicas com dados acadêmicos e pedagógicos de cada aluno, mediante sua autorização.

A preparação para a residência envolve uma rotina de alta exigência cognitiva, com grande volume de estudos e pressão ao longo de meses, tornando aspectos como sono e recuperação parte importante desse processo, segundo o fundador e CEO do IPM Educação, Pedro Miranda.

“A preparação para a residência médica exige do candidato um cuidado constante ao longo de meses de carga alta, grande volume de questões e uma sequência de provas. Para escolher a melhor trilha de aprendizado para cada aluno, precisamos ter clareza sobre como ele está dormindo, se recuperando e lidando com a pressão. Dessa reflexão nasceu o IPM Track, que cruza os dados fisiológicos coletados pelo Polar Loop com os dados acadêmicos e pedagógicos de cada aluno da Mentoria”, afirma Pedro Miranda.

Para a Polar, a iniciativa representa uma oportunidade de aplicar sua experiência em monitoramento fisiológico em um contexto diferente e ampliar a presença da tecnologia em situações relacionadas à saúde e à qualidade de vida. “Essa parceria é estratégica para a Polar porque nos permite levar nossa expertise em monitoramento fisiológico para um contexto em que esses dados podem gerar novos insights. Estudantes submetidos a períodos prolongados de exigência cognitiva também precisam encontrar um equilíbrio entre esforço e recuperação, e acreditamos que a tecnologia pode contribuir para uma compreensão mais objetiva desse processo”, afirma André Bandeira, Diretor da Polar LATAM.

As pulseiras serão enviadas aos alunos a partir de novembro de 2026, junto ao kit de boas-vindas da Mentoria IPM 2027. O acesso ao IPM Track será liberado em 12 de janeiro de 2027, quando os estudantes poderão autorizar a integração dos dados. O projeto começa exclusivamente com os alunos da Mentoria e poderá posteriormente ser estendido a outros programas do IPM.

Dados fisiológicos como parte da preparação

O Polar Loop foi escolhido pelo IPM por sua capacidade de acompanhar continuamente indicadores relacionados ao sono e à recuperação, além de seu formato sem tela, pensado para o uso ao longo do dia e durante o sono sem adicionar distrações à rotina de estudos.

Entre os recursos desenvolvidos pela própria Polar estão o Nightly Recharge™, que avalia a recuperação durante a noite; o Sleep Plus Stages™, que acompanha as diferentes fases do sono; e o SleepWise™, que estima o nível de alerta ao longo do dia. Esses dados poderão ser incorporados ao IPM Track e analisados em conjunto com o contexto acadêmico de cada estudante.

Para o IPM, a proposta é utilizar essas informações para identificar tendências e apoiar decisões mais individualizadas ao longo da preparação. A adesão ao compartilhamento é opcional, e o aluno decide se participa. Os dados são tratados de acordo com a LGPD, com consentimento explícito do aluno, e acessados apenas por ele e pela equipe de acompanhamento. O dispositivo não faz diagnóstico: os dados servem para orientar o cuidado com cada aluno.

“O que queremos é antecipar, e não remediar. Quando identificamos que um aluno está entrando em um período de queda de recuperação e isso se mantém por alguns dias, a equipe pode olhar para esse sinal dentro do contexto daquele estudante e oferecer o suporte adequado. O objetivo é dar mais autonomia ao aluno e permitir que ele entenda melhor a própria rotina, enquanto a equipe consegue personalizar o acompanhamento”, explica Pedro Miranda.

A iniciativa também está alinhada ao movimento da Polar de ampliar a aplicação de sua tecnologia para além dos contextos tradicionais de uso. A empresa vem fortalecendo globalmente sua atuação em áreas relacionadas à saúde, prevenção, monitoramento contínuo e bem-estar.

“Acreditamos que os dados fisiológicos têm potencial para gerar valor em diferentes fases e desafios da vida. O projeto com o IPM é um exemplo de como podemos transformar informações sobre o funcionamento do corpo em conhecimento aplicável a uma rotina específica. É também uma oportunidade para aprendermos junto com uma instituição que está olhando para a preparação acadêmica de uma maneira inovadora”, destaca André Bandeira.

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