Montipê e Phytorestore firmam parceria para Jardins Filtrantes® em hotel na Mata Atlântica
Tecnologia francesa tratará 12 mil m³ de água por dia no Helicônia Hotel Design, em Morretes (PR), com inauguração prevista para 2027
A Montipê Arquitetura e Empreendimentos e a Phytorestore Brasil, braço brasileiro da empresa francesa, firmaram parceria para implantar Jardins Filtrantes® no Helicônia Hotel Design, localizado em Morretes (PR), na região do Marumbi, a 65 km de Curitiba. O empreendimento, em construção desde junho de 2025, tem previsão de inauguração para junho de 2027.
De acordo com Cristiane Schwanka, CEO da Phytorestore Brasil, a tecnologia patenteada dos Jardins Filtrantes® será capaz de tratar cerca de 12 mil metros cúbicos de água por dia, criando uma camada de proteção natural para os recursos hídricos locais. “Nossa bioengenharia alia tratamento de efluentes a uma estética integrada ao meio ambiente, utilizando Soluções Baseadas na Natureza (SbNs)”, explica Schwanka.
O projeto está inserido no bioma da Mata Atlântica, que preserva atualmente cerca de 12,4% de sua cobertura original, segundo SOS Mata Atlântica e INPE. O hotel foi concebido para conviver em simbiose com a natureza, com arquitetura que contorna a mata, passarelas suspensas e edificações elevadas para preservar a vegetação e a fauna locais, conforme afirmam os arquitetos e sócios-fundadores da Montipê, José Mendes Júnior e Cristian Santus.
O Helicônia Hotel Design contará com 30 bangalôs privativos, SPA integrado à paisagem, piscina conceitual inspirada na Lagoa Dourada, quatro saunas temáticas e restaurante de alta gastronomia. O empreendimento opera sob rigorosos protocolos de conservação ambiental e emprega 100% de profissionais locais na fase de construção, fomentando a economia regional.
A Phytorestore, fundada em 2004 na França, detém a patente dos Jardins Filtrantes® e possui projetos no Brasil, como o Parque Orla Piratininga (Niterói, RJ) e o Riacho do Cavouco (Recife, PE). A empresa também participa do Amaparque, projeto de 6,5 mil hectares no Amapá, e esteve envolvida na despoluição do Rio Sena, em Paris.
Segundo Schwanka, as SbNs vão além do tratamento de esgotos e descontaminação de solos, incluindo manejo de águas pluviais urbanas, resgatando biodiversidade e atuando como ativos climáticos que reduzem ilhas de calor.
O projeto prevê ainda uma segunda fase de expansão em um terreno de 4 milhões de metros quadrados, com implantação de condomínio residencial que seguirá as mesmas diretrizes de sustentabilidade e integração com a natureza do hotel.



