Outubro Rosa reforça prevenção, diagnóstico precoce e reconstrução mamária para a saúde da mulher

Cirurgião plástico Dr. Hugo Sabath destaca cuidados essenciais, fatores de risco e opções de reconstrução após câncer de mama

O Outubro Rosa destaca a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do acesso à informação sobre o câncer de mama, segundo o cirurgião plástico Dr. Hugo Sabath, da Clínica Libria. A campanha reforça que o cuidado com a saúde das mamas deve ser contínuo e individualizado, envolvendo exames de rotina, hábitos saudáveis e acompanhamento médico.

De acordo com o Dr. Sabath, é fundamental que a mulher conheça seu corpo e procure avaliação médica ao notar alterações como nódulos, mudanças na pele, retração do mamilo ou secreção espontânea, que, embora não signifiquem necessariamente câncer, não devem ser ignoradas.

A mamografia é um exame essencial para o rastreamento do câncer de mama, podendo identificar alterações antes do surgimento de sintomas. A indicação e periodicidade dos exames devem considerar idade, histórico familiar e fatores de risco individuais, com acompanhamento específico para mulheres com predisposição genética.

Além dos exames, mudanças no estilo de vida, como prática regular de atividade física, manutenção de peso adequado, alimentação equilibrada e redução do consumo de álcool, contribuem para a redução do risco da doença, ressalta o especialista. No entanto, essas medidas não substituem os exames indicados.

O Dr. Sabath enfatiza que prevenção não garante a ausência da doença, mas significa adotar medidas que favorecem a saúde, conhecer os fatores de risco e manter acompanhamento médico durante todo o ano.

O Outubro Rosa também aborda os impactos físicos e emocionais do câncer de mama. Em casos que exigem a retirada parcial ou total da mama, a reconstrução mamária é uma opção para recuperar o contorno corporal e contribuir para a reabilitação, conforme as condições clínicas e desejos da paciente.

A reconstrução pode ser feita com implantes, tecidos da própria paciente ou combinação de técnicas, podendo ocorrer no momento da mastectomia ou posteriormente, dependendo do tratamento oncológico, necessidade de radioterapia e avaliação médica conjunta.

“Cada paciente tem uma história, necessidades e expectativas próprias. A reconstrução mamária pode contribuir para a autoestima e a relação da mulher com seu corpo, mas não deve ser tratada como obrigação. Nosso papel é apresentar as possibilidades, esclarecer limites e respeitar a decisão da paciente, priorizando sua segurança”, afirma o cirurgião.

O especialista destaca que a cirurgia plástica não substitui o tratamento contra o câncer nem faz parte da prevenção, estando relacionada às possibilidades de reconstrução e reabilitação indicadas em conjunto com a equipe oncológica.

Entre as orientações para o cuidado contínuo estão manter consultas médicas em dia, realizar exames recomendados, observar alterações nas mamas e buscar atendimento diante de sinais suspeitos. Conhecer o histórico familiar, praticar atividade física, manter hábitos alimentares saudáveis e evitar álcool também são importantes.

O autoexame pode ajudar a mulher a conhecer suas mamas e perceber mudanças, mas não substitui a mamografia ou outros exames indicados para rastreamento. A ausência de sintomas não dispensa o acompanhamento médico.

Para o Dr. Sabath, ampliar o acesso à informação é essencial para que as mulheres tenham autonomia nas decisões sobre sua saúde. “O Outubro Rosa precisa ir além da conscientização pontual, reforçando a importância do diagnóstico precoce, tratamento adequado e acolhimento em todas as etapas. Conhecer as possibilidades de reconstrução também faz parte do processo de recuperação”, conclui.

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