Conhecimento sobre bronquiolite avança entre gestantes brasileiras, mas 79% ainda têm dúvidas sobre vacinação na gestação

Pesquisa nacional revela aumento da conscientização sobre o vírus sincicial respiratório (VSR) e imunização materna, mas destaca lacunas no entendimento sobre prevenção e vacinação durante a gravidez

Uma pesquisa nacional realizada pelo Instituto Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipsos-Ipec), a pedido da Pfizer Brasil, revela avanços no conhecimento das gestantes brasileiras sobre o vírus sincicial respiratório (VSR) e a bronquiolite, mas aponta que 79% ainda têm dúvidas sobre a vacinação durante a gestação. O levantamento, feito com 530 gestantes de 18 a 45 anos, entre 13 e 28 de julho de 2026, mostra que o percentual de mulheres que conhecem ou já ouviram falar sobre o VSR passou de 58% em 2024 para 70% em 2026.

De acordo com a pesquisa, a vacina contra o VSR, disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) desde dezembro de 2025 por meio da vacina Abrysvo®, alcançou cobertura vacinal de 85% entre gestantes no país. Apesar disso, quatro em cada dez gestantes ainda desconhecem as formas de prevenção contra o vírus, e apenas 13% responderam corretamente a todas as questões sobre vacinação materna avaliadas.

A bronquiolite é a principal preocupação infectocontagiosa para 60% das gestantes, um aumento em relação aos 40% registrados em 2024. Contudo, somente 46% reconhecem que a doença pode ser grave, com risco de hospitalização e morte, especialmente para bebês e idosos. Segundo dados do Ministério da Saúde e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em 2025 foram registradas 42.450 infecções por VSR, com cerca de 35 mil hospitalizações em crianças menores de quatro anos, incluindo 10 mil em unidades de terapia intensiva.

“A vacinação materna é fundamental para proteger o bebê, que ainda não possui sistema imunológico desenvolvido e calendário vacinal próprio”, explica Adriana Ribeiro, Diretora Médica da Pfizer Brasil. Ela destaca que a imunização durante a gestação permite a transferência de anticorpos maternos pela placenta, oferecendo proteção precoce ao recém-nascido.

O estudo também aponta que 72% das gestantes sabem da existência de um calendário vacinal específico para a gravidez, um avanço em relação aos 58% de 2024. No entanto, 25% acreditam que devem seguir apenas o calendário vacinal correspondente à sua idade, o que indica dúvidas conceituais sobre as vacinas indicadas e seus benefícios.

O papel do profissional de saúde é decisivo: 77% das gestantes consideram o médico do pré-natal sua principal fonte de informação, e 88% receberam recomendação para se vacinar durante a gestação, com 96% delas seguindo ou pretendendo seguir essa orientação. Ainda assim, a vacinação é tema secundário nas consultas pré-natais, sugerindo oportunidade para ampliar o diálogo sobre prevenção.

A percepção das gestantes sobre a vacinação é majoritariamente positiva, com 62% associando-a a proteção e cuidado, e 26% a segurança e confiança. Após serem informadas sobre a vacina contra o VSR disponível no SUS, 89% afirmaram que certamente ou provavelmente se vacinariam durante a gravidez.

“Ampliar o conhecimento sobre a vacinação materna é um desafio contínuo. Quando as gestantes recebem informação adequada, há grande disposição para aderir às medidas de prevenção”, conclui Adriana Ribeiro.

Ficha técnica da pesquisa: realizada pelo Ipsos-Ipec com 530 gestantes brasileiras, de 18 a 45 anos, entre 13 e 28 de julho de 2026, por meio de entrevistas online, com nível de confiança de 95% e margem de erro de 4 pontos percentuais.

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