Altas temperaturas elevam cuidados na conservação de medicamentos termolábeis

Especialistas alertam para os riscos de variações térmicas na cadeia fria durante o calor intenso previsto para outubro

Com a previsão de temperaturas acima da média para outubro, o Grupo Polar alerta para os cuidados redobrados na conservação de medicamentos termolábeis, que são sensíveis a variações térmicas durante armazenamento e transporte. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o mês deve registrar calor intenso em grande parte do país, especialmente nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, cenário que pode ser agravado pela atuação do fenômeno El Niño.

Medicamentos como vacinas, insulinas e biológicos precisam ser mantidos dentro das condições de temperatura recomendadas pelo fabricante durante toda a cadeia do frio. A farmacêutica e diretora técnica do Grupo Polar, Liana Montemor, explica que o aumento da temperatura externa exige que equipamentos de refrigeração, como câmaras frias, refrigeradores, veículos e embalagens térmicas, estejam adequadamente dimensionados e qualificados para suportar a maior demanda térmica.

Além disso, a movimentação dos medicamentos deve ser controlada para reduzir o tempo de exposição ao ambiente externo, evitando excursões térmicas que podem comprometer a qualidade dos produtos. Liana destaca que falhas de energia durante períodos de calor intenso representam risco à conservação, por isso a regulamentação sanitária exige fontes alternativas de energia, monitoramento contínuo e planos de contingência para garantir a integridade dos medicamentos.

O monitoramento da temperatura durante o transporte deve seguir as boas práticas da Anvisa, com mecanismos que permitam rastreabilidade das informações. O planejamento logístico precisa considerar não apenas a temperatura média prevista, mas também as condições específicas de cada rota, veículo e embalagem, antecipando pontos críticos e definindo planos de contingência para eventos climáticos extremos, como enchentes e condições meteorológicas adversas.

Os cuidados se estendem até a etapa final, quando o medicamento chega ao paciente. Produtos que necessitam de refrigeração não devem ser transportados de forma inadequada, pois a exposição ao calor pode comprometer sua conservação. A dispensa nas farmácias deve incluir embalagens térmicas e elementos refrigerantes apropriados, e o paciente deve seguir as orientações para evitar exposições desnecessárias ao calor.

“Temperaturas extremas fazem parte da realidade atual e precisam ser consideradas no planejamento logístico. Garantir a estabilidade térmica dos medicamentos ao longo de toda a jornada é essencial para preservar sua qualidade e a segurança do paciente”, conclui Liana Montemor.

O Grupo Polar, com mais de duas décadas de experiência, é pioneiro no desenvolvimento de soluções térmicas para a cadeia fria, incluindo fabricação de caixas, bolsas térmicas, dataloggers, rastreadores e monitores de temperatura, além de serviços de qualificação, treinamento e consultoria, garantindo conformidade com certificações regulatórias nacionais e internacionais.

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