Check-up da pele antes do verão: 7 sinais de atenção

Dermatologista Bianca Almeida explica como observar pintas, manchas e feridas sem transformar a autoavaliação em diagnóstico.

Antes do verão, observar a própria pele pode ajudar a identificar mudanças que merecem avaliação dermatológica. Segundo a dermatologista Dra. Bianca Almeida, pintas que se transformam, feridas que não cicatrizam e sangramentos recorrentes estão entre os sinais que não devem ser ignorados. A auto-observação, porém, serve para perceber alterações — não para diagnosticar doenças em casa.

O primeiro passo é conhecer o padrão habitual da própria pele. Assim, fica mais fácil notar quando uma lesão cresce, muda de formato ou cor, ganha relevo, altera a textura ou passa a se destacar das demais.

1. Pinta que mudou de aparência

Pintas antigas podem ser comuns, mas mudanças de tamanho, formato ou aspecto ao longo de semanas ou meses merecem atenção. De acordo com Bianca Almeida, o principal alerta é quando uma lesão passa a se comportar de maneira diferente das outras, inclusive se começa a sangrar.

2. Assimetria e bordas irregulares

A regra ABCDE é uma ferramenta simples de orientação. Assimetria e bordas irregulares estão entre as características que podem chamar atenção ao observar uma pinta. A dermatologista ressalta, no entanto, que o método não deve ser usado para fechar um diagnóstico em casa.

3. Mudanças de cor

Uma lesão não precisa ser muito escura para merecer avaliação. Diferentes tonalidades dentro da mesma pinta ou uma mudança perceptível em relação ao aspecto anterior entram no radar, especialmente quando aparecem junto de outras transformações. Segundo a médica, perceber a evolução costuma ser mais importante do que tentar decidir sozinha se determinada cor é normal.

4. Evolução, mesmo sem aumento

O “E” do ABCDE representa evolução. Crescimento, mudança de relevo, alteração de textura ou qualquer transformação progressiva pode justificar uma consulta, mesmo quando a lesão continua pequena. Para Bianca, o ABCDE funciona como alerta, não como diagnóstico.

5. Ferida que não cicatriza

Nem toda alteração importante tem aparência de pinta. Feridas que criam casquinha, melhoram por alguns dias e voltam, especialmente em áreas expostas ao sol, como rosto e colo, não devem ser tratadas indefinidamente como simples machucados.

6. Sangramento recorrente

Uma lesão pode sangrar depois de um trauma, coçada ou machucado. O que merece atenção é a repetição ou a ausência de explicação evidente. Sangramento associado a crescimento ou mudança de aparência também deve ser investigado. Bianca Almeida orienta que não é preciso esperar uma lesão doer, pois algumas alterações podem ser assintomáticas no início.

7. Bronzeado não prepara a pele

Aumentar a exposição solar para “preparar” a pele antes das férias não funciona como proteção futura, segundo a dermatologista. A radiação ultravioleta produz dano cumulativo, e a fotoproteção deve fazer parte da rotina antes, durante e depois do verão.

Se algo mudou, parece diferente ou não cicatriza, a orientação é procurar avaliação dermatológica. Observar a pele é uma forma de cuidado, mas não substitui a consulta.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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