Santuário do Caraça reúne 386 espécies de aves na primavera
Reserva na Serra do Espinhaço combina observação de aves, trilhas, cachoeiras e patrimônio histórico a cerca de 120 km de Belo Horizonte.
Para quem procura uma viagem que una natureza, caminhada e história, o Santuário do Caraça, entre Catas Altas e Santa Bárbara, em Minas Gerais, ganha um atrativo especial na primavera: a observação de aves. Segundo informações divulgadas pelo próprio Santuário do Caraça, a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) registra 386 espécies e vive, nesta estação, um período favorável para encontrar a avifauna entre a Mata Atlântica e os campos rupestres.
O destino fica na Serra do Espinhaço, a cerca de 120 quilômetros de Belo Horizonte, e reúne mais de 10 mil hectares de Mata Atlântica e campos rupestres. A primavera de 2026 começou em 22 de setembro, às 21h05, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). No Caraça, a estação é apresentada pelo santuário como uma oportunidade para observar espécies associadas às áreas elevadas mineiras.
Uma reserva com aves exclusivas da região
Pesquisa do ornitólogo Marcelo Ferreira de Vasconcelos, publicada na Revista Brasileira de Ecoturismo, aponta que o Santuário do Caraça abriga 90 aves exclusivas da Mata Atlântica e dos campos rupestres das serras do Sudeste. De acordo com o estudo, essa é uma das maiores concentrações desse grupo em uma reserva privada no Brasil.
Entre as espécies destacadas pelo Santuário do Caraça estão o beija-flor-de-gravata-verde (Augastes scutatus), restrito aos campos rupestres da Cadeia do Espinhaço; a garrincha-chorona (Oreophylax moreirae), símbolo de picos altos como o Inficionado; e o papa-moscas-de-costas-cinzentas (Polystictus superciliaris).
O santuário também informa que os paredões da região servem de berçário para o taperuçu-de-coleira-falha, ave migratória que se reproduz nos topos do Caraça. Já o macuquinho-da-várzea, espécie ameaçada de extinção, foi registrado nas áreas de altitude do complexo, segundo a instituição.
Natureza, memória e a Hora do Lobo
A experiência não se limita às aves. Segundo o Santuário do Caraça, o roteiro pode incluir banhos de cachoeira, caminhadas até mirantes naturais e visita ao museu instalado no antigo Colégio do Caraça. O complexo é tombado como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e Estadual e foi escolhido como uma das Sete Maravilhas da Estrada Real, conforme informações da instituição.
Para quem se hospeda no local, há ainda a tradicional Hora do Lobo, quando o lobo-guará aparece no adro da igreja. De acordo com o Santuário do Caraça, a tradição completa mais de quatro décadas.
“A primavera chegou ao Caraça com o canto das aves anunciando a renovação da vida. Aqui, fé e natureza caminham juntas há mais de 250 anos, e cada beija-flor que pousa nos campos rupestres é um convite para contemplar a criação”, afirmou Padre Adalberto Silva Costa, diretor administrativo do Santuário do Caraça.
Entre os campos rupestres, as construções históricas e o som das aves, o destino reúne elementos para uma pausa de viagem voltada à contemplação da paisagem e de sua biodiversidade.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



