Outubro Rosa no Brasileirão reforça diagnóstico precoce
CBF e Sociedade Brasileira de Mastologia levam mensagens de conscientização aos estádios durante o mês de prevenção ao câncer de mama.
O Outubro Rosa ganha espaço no Brasileirão por meio de uma parceria entre a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM). Ao longo do mês, a campanha leva aos estádios mensagens sobre prevenção, autocuidado e a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama — doença que, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA), deve registrar 78.610 novos casos por ano no Brasil entre 2026 e 2028.
A iniciativa usa a visibilidade do campeonato para ampliar a circulação de informações sobre saúde. De acordo com a CBF, as placas de LED das partidas do Brasileirão receberão ativações do Outubro Rosa durante todo o mês.
Mensagens de cuidado dentro e fora de campo
Segundo a CBF, os itens do protocolo inicial das partidas — como pórtico de entrada, totem de bola, placa de foto e placa central — terão designs específicos para a campanha. Vídeos institucionais produzidos pela SBM também serão exibidos nos telões dos estádios, associando prevenção, saúde e prática esportiva.
Na 29ª rodada, iniciada em 7 de outubro, clubes mandantes e visitantes entrarão em campo acompanhados por mulheres em tratamento ou em remissão do câncer de mama, conforme informado pela CBF e pela SBM.
“Usar a força do Brasileirão no Outubro Rosa para levar a mensagem do diagnóstico precoce e conscientização sobre o câncer de mama a milhões de torcedoras é um compromisso da CBF com a saúde e o cuidado com a mulher”, salienta Samir Xaud, presidente da CBF.
Os números estimados para o câncer de mama
De acordo com o INCA, o câncer de mama responde por 30% das neoplasias malignas diagnosticadas em mulheres brasileiras. A projeção para o triênio 2026-2028 representa um aumento estimado de cinco mil novas ocorrências anuais em comparação com o período de 2023-2025, segundo o instituto.
O levantamento do INCA aponta diferenças entre as regiões brasileiras. O Sudeste apresenta o maior risco estimado, com 40.560 novos casos anuais. O Nordeste tem estimativa de 17.130 casos, seguido pelo Sul, com 12.550; Centro-Oeste, com 5.420; e Norte, com 2.950.
Rastreamento e acesso ao atendimento
Para Guilherme Novita, mastologista e presidente da SBM, a mobilização do Outubro Rosa deve incluir medidas para ampliar o acesso ao cuidado. “Neste Outubro Rosa, destacamos a importância de efetivar políticas públicas e aprimorar o atendimento também na rede suplementar de saúde com ações para expandir o rastreamento, agilizar diagnósticos e tratamentos, especialmente quando se consideram as desigualdades regionais no país”, afirma.
Segundo o Ministério da Saúde, a mamografia no Sistema Único de Saúde (SUS) é recomendada a partir dos 40 anos para ampliar o rastreamento. Entre 50 e 74 anos, o rastreamento na rede pública é bienal. Acima dos 74 anos, a decisão é individualizada, de acordo com comorbidades e expectativa de vida.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



