Dor crônica: 5 atitudes para recuperar confiança no corpo
Fisioterapeuta Valéria Baldan aponta cuidados que podem apoiar a recuperação de funcionalidade e autonomia diante da dor persistente.
Quando a dor persiste por semanas ou meses, ela pode afetar mais do que o corpo. O receio de piorar faz com que algumas pessoas deixem de se movimentar, abandonem exercícios e passem a organizar a rotina em torno do desconforto. Para a fisioterapeuta Valéria Baldan, especialista em Terapias Integrativas e fundadora do Instituto Sohma, em São Paulo, recuperar a confiança no próprio corpo é uma parte importante do cuidado com a dor crônica.
Segundo a profissional, não se trata de buscar uma solução imediata, mas de construir, com continuidade, possibilidades para retomar a funcionalidade e a autonomia. A seguir, Valéria reúne cinco atitudes que podem fazer parte desse processo.
1. Entender melhor a dor
De acordo com Valéria Baldan, uma dor persistente não significa necessariamente que uma nova lesão esteja acontecendo a cada episódio. Compreender o que se sente pode diminuir parte do medo associado ao movimento.
“Quando o paciente entende melhor o que está sentindo, conseguimos diminuir parte do medo associado ao movimento. Isso é importante porque viver tentando proteger o corpo o tempo inteiro também pode trazer limitações”, afirma a fisioterapeuta.
2. Não tratar o corpo como algo permanentemente frágil
Técnicas manuais e outros recursos podem ajudar a aliviar tensão e desconforto. Mas, segundo Valéria, o cuidado não deve transmitir a ideia de que o corpo precisa de proteção constante. A premissa, destacada também em material do Instituto Sohma sobre dor crônica, é favorecer a autonomia.
“O objetivo não é criar dependência do tratamento. É ajudar aquela pessoa a voltar a confiar no corpo e recuperar autonomia”, diz.
3. Manter o movimento, com progressão orientada
Para a fisioterapeuta, dor não significa que toda atividade deva ser interrompida. O exercício precisa considerar as condições e o momento de cada pessoa, com progressão adequada de carga. A proposta, segundo ela, não é sair da inatividade tentando recuperar tudo de uma vez, nem parar de se movimentar por medo.
“Precisamos encontrar o que aquela pessoa consegue fazer naquele momento e evoluir a partir daí”, explica Valéria Baldan.
4. Distribuir melhor os esforços da rotina
O tratamento não acontece apenas durante a sessão de fisioterapia, conforme a especialista. Reorganizar tarefas, incluir pausas e repartir as atividades ao longo do dia pode ajudar a recuperar autonomia e a interromper um ciclo de esforço intenso seguido por horas — ou até dias — de recuperação.
Pequenas mudanças cotidianas, segundo Valéria, podem fazer diferença nesse equilíbrio.
5. Olhar também para o aspecto emocional
Medo, insegurança e frustração podem mudar a relação com o corpo e com o movimento. Isso não quer dizer que a dor “está na cabeça”, ressalta a fisioterapeuta. “A dor é real”, afirma.
Para Valéria Baldan, sono, estresse, emoções, rotina, movimento e experiências anteriores integram a história de cada paciente e precisam ser considerados na compreensão de um quadro persistente. A mensagem central é substituir a procura por um procedimento milagroso por um caminho possível e gradual: “Não é fazer muito por pouco tempo. É fazer melhor, com continuidade.”
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



