Dia das Crianças: brincar em movimento apoia o desenvolvimento
Pediatra da Rede de Hospitais São Camilo explica como correr, pular e subir contribuem para equilíbrio, coordenação e uma rotina mais ativa.
Correr atrás de uma bola, pular corda, subir no brinquedo do parquinho ou se equilibrar em diferentes superfícies são gestos comuns da infância — e podem ser aliados importantes do desenvolvimento físico. Para o Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro, a mensagem é simples: oferecer tempo, espaço e segurança para brincar também é uma forma de cuidado.
Segundo Marco Aurélio Gil de Oliveira, pediatra da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, esses movimentos ajudam a criança a experimentar o próprio corpo de maneira natural. “Quando a criança corre, pula ou tenta subir em algum lugar, ela está experimentando diferentes movimentos e aprendendo a controlar o próprio corpo. Essas experiências fazem parte do desenvolvimento físico e acontecem de maneira natural durante as brincadeiras”, explica.
O que cada brincadeira movimenta
Na prática, a variedade é parte do valor da brincadeira livre. De acordo com o pediatra, correr envolve controle corporal e mudanças de direção. Já pular trabalha a impulsão e a aterrissagem; subir e descer pedem equilíbrio, força e coordenação entre diferentes partes do corpo.
Não é preciso transformar o lazer em uma atividade estruturada para que esses aprendizados aconteçam. Marco Aurélio cita situações cotidianas, como brincar no parquinho, correr atrás de uma bola, pular corda ou subir e descer em um brinquedo. O ponto central, segundo ele, é haver oportunidades para a criança se movimentar.
Segundo a explicação do pediatra, essas experiências também permitem que a criança reconheça gradualmente os próprios limites. Ao tentar correr mais rápido, pular mais longe ou alcançar um novo ponto do brinquedo, ela pode ajustar os movimentos ao que consegue realizar.
Movimento não precisa significar esporte
Para o pediatra da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, uma infância ativa não depende necessariamente de matrícula em uma modalidade esportiva. Caminhar, andar de bicicleta, jogar bola, brincar de pega-pega e frequentar o parquinho são exemplos de atividades que inserem movimento na rotina.
“É importante que a atividade física esteja associada ao prazer. Quando a criança encontra uma brincadeira de que gosta, o movimento acontece de forma espontânea. O objetivo não deve ser cobrar desempenho, mas criar oportunidades para que ela seja ativa no dia a dia”, destaca Marco Aurélio.
Liberdade para explorar, com supervisão
Quedas podem fazer parte do processo de aprender novos movimentos, mas isso não elimina a necessidade de acompanhamento adulto. De acordo com a orientação apresentada pela Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, o espaço deve ser adaptado à idade da criança, com atenção a atividades em locais com escadas, alturas ou equipamentos que possam oferecer risco de acidentes.
“Supervisão não significa impedir que a criança explore os movimentos. É possível permitir que ela corra, pule e brinque, mas em ambientes adequados e com os cuidados necessários para reduzir o risco de acidentes”, orienta o pediatra.
Um passeio ao parque, uma tarde no quintal ou um tempo reservado ao ar livre podem colocar o corpo em movimento. Como conclui Marco Aurélio Gil de Oliveira, uma bola, uma bicicleta, um parquinho ou um espaço seguro podem estimular diferentes movimentos.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



