Tratamento ortodôntico: como proteger a autoestima infantil

Gibi da Turma da Mônica e orientações da OrthoDontic propõem uma conversa mais leve sobre aparelho, saúde e confiança.

Falar sobre aparelho ortodôntico como um cuidado de saúde — e não como uma forma de “consertar” uma criança — pode mudar a experiência de toda a família. Essa é a proposta de Sorrir é uma Aventura, gibi desenvolvido pela Mauricio de Sousa Produções em parceria com a OrthoDontic, que traz Mônica usando aparelho e abre espaço para dúvidas, curiosidade e acolhimento.

Para Claudia Consalter, cirurgiã-dentista e sócia-fundadora da OrthoDontic, o contraste com a personagem em uma história de 1991 ajuda a atualizar essa conversa. “Em 1991, a história mostrava uma criança preocupada em esconder o aparelho. Hoje podemos conversar sobre essa fase de forma muito mais aberta. Ele não precisa ser apresentado como a correção de um defeito, mas como parte de um cuidado com saúde, desenvolvimento e bem-estar”, afirma.

Avaliação não significa aparelho imediato

De acordo com Claudia Consalter, a avaliação ortodôntica pode começar a partir dos 6 anos, fase em que muitas crianças ainda têm dentes de leite e passam a receber os permanentes. Isso não quer dizer, porém, que o tratamento com aparelho será necessário naquele momento: em muitos casos, a conduta é acompanhar o crescimento da boca e dos ossos da face.

Segundo a dentista, dificuldades de mastigação, alterações na mordida, perda precoce ou demora na troca dos dentes, respiração predominantemente pela boca e o hábito prolongado de chupar o dedo são sinais que merecem atenção profissional.

Um sorriso saudável não precisa seguir filtros

O tema da autoestima ganha outra dimensão em uma rotina atravessada pelas redes sociais. Um estudo publicado em 2026 no Health Marketing Quarterly, com 502 adolescentes e seus responsáveis na Nova Zelândia, investigou relações entre a confiança na aparência dos dentes, impactos sociais e psicológicos e uso das redes sociais. Conforme descrito no material da OrthoDontic, o trabalho chama atenção para padrões de aparência construídos nos ambientes digitais.

“Sorriso saudável não é sorriso de filtro. O objetivo não deve ser perseguir um padrão irreal de beleza, mas buscar função, conforto, saúde e permitir que a criança se sinta à vontade para sorrir e se expressar”, afirma Claudia.

A preocupação também alcança o ambiente escolar. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgada pelo IBGE em 2026, entre estudantes que relataram sofrer bullying, a aparência do rosto ou do cabelo foi o motivo mais citado, mencionado por 30,2%.

Como tornar o processo mais leve em casa

Nas orientações apresentadas pela OrthoDontic, as palavras importam: evitar comentários sobre dentes “tortos”, sorriso “feio” ou a necessidade de “consertar” algo ajuda a não associar o tratamento a uma suposta falha pessoal. Explicar as consultas de modo simples, avisar sobre possíveis estranhamentos nos primeiros dias e incentivar a criança a contar quando algo incomodar também podem reduzir a insegurança.

Dar espaço para perguntas ao ortodontista, acompanhar a evolução e, quando houver essa possibilidade, escolher a cor das borrachinhas são formas de participação citadas no material. Fora do consultório, evitar fotos, cobrir a boca ao falar ou não querer ir à escola podem indicar sofrimento. Em casos de provocações, a orientação é envolver a escola e lembrar que a responsabilidade pelo bullying é de quem o pratica, não da criança.

O gibi Sorrir é uma Aventura está disponível para download gratuito em orthodonticbrasil.com.br/ortodontia-infantil-turma-da-monica.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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