Deep Plane Facelift: o que muda no lifting facial profundo

Cirurgião plástico David Di Sessa explica indicações, limites e recuperação da técnica que reposiciona tecidos profundos do rosto.

O Deep Plane Facelift, ou lifting facial profundo, ganhou atenção nas conversas sobre rejuvenescimento, também pela exposição do tema por nomes como Marc Jacobs e Kris Jenner. Segundo o material divulgado pelo cirurgião plástico David Di Sessa, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, porém, a técnica não deve ser escolhida por tendência: a avaliação precisa começar pelas características e necessidades de cada rosto.

De acordo com Di Sessa, a diferença central está no plano em que a cirurgia atua. Em vez de concentrar a correção apenas na pele, o procedimento trabalha tecidos profundos que se modificam com o envelhecimento. A proposta é reposicioná-los, com menor dependência da tração da pele para produzir o efeito de rejuvenescimento.

Como funciona o Deep Plane Facelift

Segundo Di Sessa, o envelhecimento facial envolve diferentes camadas: a pele perde qualidade, a gordura muda de distribuição, os tecidos descem e as estruturas de sustentação também se alteram. “O Deep Plane permite trabalhar parte dessas alterações em um plano mais profundo, com reposicionamento de tecidos e menor dependência da tração da pele para produzir o efeito de rejuvenescimento”, explica.

Conforme descreve o cirurgião, durante a operação o médico acessa uma região abaixo do sistema músculo-aponeurótico superficial, conhecido como SMAS, e libera pontos de fixação que limitam a mobilidade dos tecidos. De acordo com a necessidade individual, podem ser ajustadas áreas como bochechas e linha mandibular. O pescoço também pode entrar no planejamento quando houver indicação de tratamento associado.

Quem pode ter indicação para o lifting profundo?

Não há uma idade determinada para a cirurgia, afirma Di Sessa. Segundo ele, a análise considera sinais como queda dos tecidos, perda de definição da mandíbula, mudanças no contorno das bochechas e flacidez que já não respondem da mesma forma a tratamentos menos invasivos.

“A decisão depende do conjunto, porque duas pessoas da mesma idade podem ter necessidades completamente diferentes”, afirma Di Sessa. O cirurgião ressalta que o Deep Plane não substitui todas as técnicas de lifting nem assegura, por si só, resultado superior. Para ele, anatomia, qualidade dos tecidos, cirurgias prévias e o que precisa ser corrigido pesam nessa escolha.

Recuperação pede tempo e acompanhamento

Como ocorre em outras cirurgias faciais, a recuperação varia conforme a extensão do procedimento, informa Di Sessa. Segundo o especialista, hematomas, inchaço, alterações temporárias de sensibilidade e dificuldades de cicatrização podem aparecer nos primeiros dias. A volta à rotina é gradual, enquanto o edema diminui e os tecidos passam pelo processo de acomodação.

“O pós-operatório não termina quando o paciente volta à rotina. O rosto continua desinchando e se adaptando durante as semanas seguintes”, reforça o médico. Para ele, respeitar esse período, seguir as orientações médicas e manter o acompanhamento fazem parte da evolução segura.

Em um cenário de referências estéticas compartilhadas em alta velocidade, Di Sessa defende que o objetivo não é reproduzir o rosto de outra pessoa. “A conversa precisa começar pelo rosto”, finaliza, ao apontar um planejamento voltado a identificar o que envelheceu, o que pode ser corrigido e como preservar a identidade de quem passa pela cirurgia.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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