Mesada infantil: 3 lições de educação financeira
Thaíne Clemente, da Simplic, aponta como a mesada pode trabalhar planejamento, responsabilidade e paciência.
Dar dinheiro ou começar uma mesada pode ser mais do que um presente de Dia das Crianças: a prática também abre espaço para conversar com os filhos sobre gastos, escolhas e poupança. A proposta é usar situações do cotidiano para mostrar como planejar o uso do dinheiro e lidar com a espera por algo que se deseja.
O material da Simplic situa o tema em um país com cerca de 84 milhões de brasileiros inadimplentes, segundo a Serasa Experian. Para Thaíne Clemente, Executiva de Estratégias e Operações da Simplic, o contato desde cedo com a educação financeira pode contribuir para que as pessoas se tornem adultas mais conscientes no uso do dinheiro e mais preparadas para lidar com imprevistos.
“se recebemos, desde cedo, uma base de educação financeira, é mais provável que nos tornemos adultos que sabem usar o dinheiro de forma mais consciente e que têm mais jogo de cintura para lidar com imprevistos”, ressalta Thaíne.
1. Planejar antes de gastar
Uma primeira lição é pensar no destino da mesada antes de usá-la. Clemente sugere orientar a criança a anotar como pretende gastar o dinheiro e em quais dias da semana. A prática ajuda a acompanhar quanto ainda estará disponível até o próximo recebimento.
Figurinhas, guloseimas e brinquedos são alguns dos exemplos citados no material. Ao organizar os gastos, a criança pode observar como as escolhas feitas ao longo da semana afetam o dinheiro que resta.
2. Assumir a responsabilidade pelas escolhas
Ter dinheiro disponível também envolve decidir como utilizá-lo. Thaíne Clemente observa que uma criança pode gastar tudo de uma vez por impulso. Como a mesada é recebida periodicamente, nesse caso ela terá de esperar até o próximo repasse para voltar a comprar algo.
Na avaliação da executiva, a experiência pode ensinar a pensar antes de agir e a assumir a responsabilidade pelas próprias escolhas. A mesada, assim, torna concretas as consequências de gastar todo o valor disponível de uma só vez.
3. Ter paciência para alcançar um objetivo
Quando o preço de algo desejado supera o valor recebido em uma mesada, a criança pode poupar até juntar o necessário. Clemente aponta que esse processo ensina paciência e permite que os pequenos reconsiderem se ainda querem aquele item enquanto guardam o dinheiro.
A executiva também sugere que iniciar uma mesada pode ser uma opção de presente no Dia das Crianças. Para ela, além de agradar aos filhos, o hábito pode marcar o começo de uma jornada de aprendizado financeiro.
Aprendizado no cotidiano
As três lições apresentadas por Thaíne Clemente passam por planejar gastos, refletir sobre as consequências de uma decisão e poupar para um objetivo. O material não informa um valor ou uma frequência específica para a mesada. A orientação é aproveitar o hábito para trabalhar esses aprendizados com as crianças, considerando os gastos que elas pretendem fazer e o tempo até o próximo recebimento.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



