Gen Z: 21,8% veem oportunismo em marcas que se posicionam

Pesquisa da Trope-se indica que a reação de jovens a posicionamentos de marcas depende do tema e da coerência percebida.

Uma marca que publica uma mensagem sobre política ou uma causa social não conquista confiança automaticamente. Para 21,8% dos jovens, esse tipo de manifestação pode parecer oportunista; 10,7% dizem passar a confiar mais na empresa quando ela se posiciona. Os dados são de uma pesquisa do Observatório de Novas Gerações da Trope-se e indicam que o histórico da marca também pesa na avaliação de uma mensagem.

A reação varia conforme o assunto: 39% afirmam que depende do tema. Para as empresas, isso significa que uma manifestação pode aproximar parte do público e afastar outra, dependendo da conexão percebida entre a pauta e a atuação da marca.

O que a pesquisa mostra sobre marcas e posicionamento

Segundo o levantamento, 46% afirmam aumentar o interesse por uma marca quando concordam com seu posicionamento. Já 34% dizem que esse interesse diminui quando discordam. Outros 21% consideram positivo o posicionamento, mas afirmam que ele não muda significativamente a relação com a empresa; 5% dizem ser indiferentes.

Os resultados mostram que o posicionamento pode influenciar a percepção, mas não produz uma resposta única. O material aponta que as marcas não precisam se manifestar sobre todos os assuntos: a ausência de posicionamento também pode ser vista como coerente quando o tema não tem relação clara com a atuação ou os valores da empresa.

O risco aparece quando a participação parece motivada apenas pela visibilidade. Uma declaração pode ser comparada com campanhas anteriores, decisões corporativas e comportamentos da companhia. Nesse contexto, o posicionamento atual não é avaliado isoladamente, mas em relação à trajetória que o público já conhece.

Coerência entre discurso e prática

Luiz Menezes, CEO da Trope-se, afirma que a Geração Z não espera necessariamente que as marcas tenham posição sobre todos os temas. Para ele, a legitimidade depende da conexão entre a pauta e aquilo que a empresa defende e pratica.

“A GenZ não necessariamente espera que as marcas tenham uma posição sobre todos os temas políticos. O que ela parece cobrar é coerência quando uma empresa decide entrar em uma conversa”, afirma Menezes. Ele acrescenta que, quando essa conexão não existe, a manifestação pode ser percebida mais como estratégia de visibilidade do que como uma posição legítima.

O executivo também ressalta que o posicionamento não começa com a publicação de um post. “Ele começa muito antes, na construção da reputação e na forma como a companhia se comporta”, diz. Na avaliação de Menezes, sustentar a conversa por meio de práticas, decisões e relações com o público é parte do que dá consistência à manifestação.

Um post não constrói reputação sozinho

A pesquisa indica que falar sobre um tema pode alterar o interesse pela marca, mas o efeito depende da pauta e da concordância do público. A coerência entre mensagem e trajetória aparece como elemento central nessa avaliação: uma manifestação pode fortalecer uma reputação já construída ou expor contradições.

O levantamento é atribuído ao Observatório de Novas Gerações da Trope-se, consultoria especializada em novas gerações. O material divulgado não apresenta o tamanho da amostra nem detalhes sobre a metodologia da pesquisa. Os dados publicados, portanto, descrevem as respostas reportadas pelo estudo, sem fornecer esses elementos metodológicos para contextualizar os resultados.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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