Conta de luz: 3 alternativas para aliviar o orçamento
Energia solar por assinatura, geração compartilhada e eficiência energética podem reduzir despesas, mas a economia depende dos custos e do perfil de consumo.
Com 82% das famílias brasileiras endividadas, reduzir despesas fixas pode fazer diferença no orçamento. A conta de luz é uma delas — e, além de mudar hábitos de consumo, há modelos de contratação e geração de energia que podem ajudar a diminuir o valor pago. A economia, porém, não é automática: depende dos custos envolvidos e do perfil de cada consumidor.
Os dados de agosto da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada pela CNC, apontam que esse é o percentual de famílias com dívidas a pagar. No mesmo mês, segundo o Mapa da Inadimplência do Serasa, 20,7% das dívidas estavam relacionadas a gastos recorrentes como água, luz e gás.
Energia solar sem placas em casa
A energia solar por assinatura, também chamada de comunidade solar, permite acessar a geração de uma usina localizada fora do imóvel. A pessoa adere a uma comunidade e se torna beneficiária da energia produzida nela. O fornecimento continua sendo feito pela distribuidora, sem instalação de equipamentos na residência.
O espaço pode ser um obstáculo para quem pensa em instalar placas. Segundo dados do Data Zap, plataforma de análise da OLX, o tamanho médio dos apartamentos procurados para locação foi de 58 m² em 2025, ante 71 m² em 2023. A modalidade por assinatura também pode interessar a quem mora de aluguel ou não tem telhado adequado. O consumidor paga pela assinatura, e a possibilidade de economia vem de a energia da comunidade custar menos do que a tarifa da distribuidora.
Hugo Andrade, fundador e CEO da Orbis Energia, afirma que o modelo divide entre vários consumidores os custos de instalação, operação e manutenção da usina. Segundo ele, isso permite acessar o benefício sem comprar equipamentos ou financiar um sistema próprio. Andrade também aponta que reduzir uma despesa mensal sem desembolso inicial pode ajudar famílias endividadas. A empresa informa que suas usinas atendem os estados de São Paulo e Minas Gerais.
Geração compartilhada exige organização
Condomínios e outros grupos de consumidores podem considerar a geração compartilhada, modelo regulamentado pela Aneel. Pessoas físicas ou jurídicas se organizam por meio de cooperativa, consórcio, condomínio ou outra associação e investem em uma usina cuja energia é dividida entre os participantes. Diferentemente da comunidade solar, a iniciativa e o investimento são dos próprios consumidores.
A divisão dos custos de implantação, operação e manutenção, além dos ganhos de escala na compra de equipamentos e contratação de serviços, pode contribuir para a economia. A energia gerada compensa parte do consumo de cada unidade e reduz o valor pago à distribuidora. Para haver vantagem, essa redução precisa superar os gastos de participação e, quando houver, o investimento inicial.
Eficiência energética em empresas e condomínios
Outra possibilidade é substituir equipamentos antigos por modelos que consumam menos energia para realizar as mesmas funções. As Empresas de Serviço de Conservação de Energia (ESCOs), especializadas em engenharia voltada à eficiência energética, podem diagnosticar o consumo e elaborar planos com medidas como a troca de lâmpadas, aparelhos de ar-condicionado e bombas de água.
Em contratos desse tipo, parte da economia obtida pode pagar o investimento feito pela ESCO, enquanto outra parcela beneficia o cliente. A viabilidade depende do potencial de redução do consumo, do custo das intervenções e das condições de divisão dos ganhos estabelecidas entre as partes.
Compare os custos antes de decidir
Antes de aderir a qualquer alternativa, vale observar o histórico de consumo, a disponibilidade do serviço na região e todas as despesas previstas. O que importa é avaliar a economia líquida, depois de considerar assinatura, participação ou investimento. As modalidades podem abrir caminhos para reduzir a conta, inclusive para quem não tem espaço para instalar placas solares, mas cada contrato precisa ser avaliado conforme as condições oferecidas e a realidade do orçamento.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



